- Em fevereiro, o Botafogo contratou um empréstimo com a GDA Luma, de 22,8 milhões de dólares líquidos após taxas, por um crédito total de 25 milhões de dólares.
- A dívida, com medidas cautelares associadas à recuperação judicial, já passa de 55 milhões de dólares e a GDA recebe 200% do valor emprestado, acrescido de 20% de juros ao mês.
- O contrato estabelece que a SAF cedeu todos os direitos, títulos, interesses e créditos presentes e futuros, dando à GDA garantias sobre a venda de jogadores futuros.
- Como garantia, a GDA pode usar receitas de negócios com jogadores, incluindo eventuais venda de atletas como Danilo e Barboza.
- Além disso, receitas do elenco não podem compor o patrimônio da SAF em caso de insolvência, preservando a cobrança da dívida pela GDA; a empresa aparece como terceira interessada na recuperação judicial e já mostrou interesse em assumir o controle da SAF.
Em fevereiro, o Botafogo contratou um empréstimo com a GDA Luma, pressionado por um transfer ban e por crise financeira. A dívida atual restringe o controle da SAF sobre receitas e finanças, conforme apurado pelo ge. A punição da Fifa impediu registros de reforços por três janelas.
O valor inicial da operação foi de 22,8 milhões de dólares, líquido apenas das taxas de transação de um empréstimo de 25 milhões de dólares. O montante foi cedido à SAF do clube para suprir a queda de caixa naquele momento.
A dívida, com medidas cautelares que antecederam a recuperação judicial, já supera 55 milhões de dólares. A GDA passa a ter 200% do valor emprestado, acrescidos de juros de 20% ao mês, conforme relatos da apuração.
Garantias e condições do empréstimo
O contrato prevê a cessão de todos os direitos, títulos, interesses e créditos presentes e futuros da SAF Botafogo à GDA. Como garantia, há possibilidade de retenção de verbas de futuras venda de jogadores, como Danilo e Barboza.
Outra cláusula estabeleceria que as receitas do elenco não poderiam compor patrimônio da SAF em caso de insolvência. Trata-se de um mecanismo de proteção da dívida da GDA em cenário de recuperação judicial.
A GDA já manifestou interesse em assumir o controle da SAF em meio ao processo de recuperação judicial. A empresa figura como terceira interessada no procedimento envolvendo o Botafogo e o Tribunal Arbitral da FGV.
Entre na conversa da comunidade