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Zé Elias relembra 30 anos do acidente de avião do Corinthians no Equador

Zé Elias relembra acidente de avião do Corinthians em Quito, em 1996, que traumatizou jogadores e levou retorno imediato ao Brasil

Avião da Fly Linhas Aéreas que transportaria os jogadores Corintianos em 1º de maio de 1996 mas se acidentou em aeroporto no Equador
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  • Em 1º de maio de 1996, o Corinthians voltava do Equador após vencer o Espoli pela Libertadores quando o avião saiu da pista durante a decolagem no aeroporto Mariscal Sucre, em Quito.
  • O Boeing 727 da Fly Linhas Aéreas abortou a decolagem, não conseguiu parar na pista molhada e colidiu com um muro, avançando pela avenida; um motor pegou fogo, mas o incêndio foi controlado e não houve mortes.
  • Havia 90 pessoas a bordo; apenas ferimentos leves foram registrados, e os passageiros retornaram ao Brasil em outro voo cerca de quatro horas depois.
  • Zé Elias, ex-volante do Corinthians, estava no voo e relembrou o susto, o trauma vivido e o aprendizado para voltar a voar com o tempo, mantendo o medo sob controle.
  • A avaliação das causas aponta peso de decolagem acima do permitido para as condições, somado à pista molhada, como fatores relevantes para o acidente.

No dia 1º de maio de 1996, o Corinthians vivenciou um dos episódios mais marcantes de sua história. O time voltava da vitória na Libertadores contra o Espoli, no Equador, quando o Boeing 727 da Fly Linhas Aéreas saiu da pista ao decolar no aeroporto Mariscal Sucre, em Quito. Viajavam 90 passageiros; não houve óbitos, mas houve ferimentos leves. Quatro horas depois, os jogadores embarcaram em outro voo de retorno ao Brasil.

O voo

Por volta das 17h locais, o avião iniciou a decolagem com chuva e pista molhada. A aeronave enfrentou dificuldades de desempenho, o que levou à decisão de abortar a decolagem antes de atingir a velocidade crítica. Com o atrito do solo e o piso molhado, não houve tempo suficiente para frear e o jato colidiu com um muro, avançou pela via e parou próximo a construções na área externa do aeroporto. Um motor pegou fogo, contido pelos bombeiros.

Consequências e depoimentos

O acidente deixou todos os ocupantes ilesos, porém traumatizados. Ao retornar ao Brasil, o grupo foi recebido com alívio, mas alguns jogadores manifestaram novos temores de viajar de avião. Zé Elias relatou sentir o impacto do trauma, ainda hoje reconhecendo a necessidade de conviver com o medo ao voar.

Causas técnicas

Segundo a Aviation Safety Network, o peso no momento da decolagem era de 69,6 toneladas, cerca de 9,7 toneladas acima do teto permitido para as condições. O peso excedente, somado à pista molhada, contribuiu para a impossibilidade de parar a tempo.

Curiosidades e desdobramentos

A aeronave, adquirida pela Fly Linhas Aéreas por cerca de US$ 5 milhões, tinha histórico anterior na Royal Maroc. Entre os relatos, Tupãzinho ficou ferido ao atravessar uma poça de querosene ao deixar o veículo. Marcelinho Carioca e Edmundo ajudaram a retirar um torcedor preso na saída de emergência, enquanto Perondi e Romano foram elogiados pela dupla atuação de socorro. Ao chegar a Guarulhos, muitos jogadores precisaram de apoio médico para o retorno aos jogos, com o time disputando o próximo confronto dias depois.

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