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Como a Jordânia chega à Copa do Mundo

Jordânia garante vaga histórica na Copa do Mundo, primeira participação, após virada no ciclo e campanha sólida nas Eliminatórias

Jordânia disputou a final da Copa Ásia e da Copa Árabe neste ciclo –
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  • A Jordânia conquistou a vaga inédita para a Copa do Mundo, mostrando uma campanha sólida ao longo do ciclo, com destaque na final da Copa Ásia e da Copa Árabe.
  • O início do ciclo foi marcado por dúvidas: em 2023, venceu apenas amistosos e teve derrotas para equipes de menor expressão, além de uma goleada diante da Noruega.
  • A virada veio na Copa da Ásia, com vitória sobre a Malásia, empate com a Coreia do Sul e recuperação diante do Bahrein; nas eliminatórias diretas, venceu Iraque nas oitavas e Tajiquistão nas quartas para chegar à final inédita.
  • O treinador Hussein Ammouta deixou o cargo e foi substituído por Jamal Sellami em 2024, que levou a Jordânia à classificação histórica para o Mundial.
  • No cenário atual, Musa Al-Tamari é o principal destaque, com passagem pelo Rennes, e a Jordânia aparece no grupo da Copa do Mundo ao lado de Argentina, Áustria e Argélia, buscando surpreender.

Pela primeira vez na história, a Jordânia garantiu vaga à Copa do Mundo de futebol. A classificação veio de forma inédita, conquistada já na primeira oportunidade nas Eliminatórias. Ao longo do ciclo, o time teve avanços expressivos em torneios continentais.

O caminho começou com dúvidas em 2023, quando a seleção venceu amistosos fracos contra Filipinas e Jamaica e perdeu para adversários considerados inferiores, como Azerbaijão e Líbano. A Noruega também aplicou goleada ao time jordaniano.

A virada veio na Copa da Ásia, com goleada sobre a Malásia e empate com a Coreia do Sul. Nas oitavas, vitória dramática por 3 a 2 contra o Iraque, com gols nos acréscimos. Nas quartas, triunfo sobre o Tajiquistão e classificação à final contra a Coreia do Sul.

Na final da Copa da Ásia, a Jordânia perdeu para o Qatar por 3 a 1, com três pênaltis marcados aos anfitriões. Mesmo assim, o vice não saiu de cena como marco histórico para o país. A boa atuação continental influenciou a sequência das eliminatórias.

Na segunda fase das Eliminatórias, a Jordânia terminou líder com quatro vitórias. O treinador Hussein Ammouta deixou o cargo e Jamal Sellami assumiu o comando em 2024. O novo técnico ampliou o ritmo e consolidou a vaga mundial.

Na terceira fase, o roteiro manteve equilíbrio. Empates com Kuwait, Iraque e Coreia do Sul, além de vitórias sobre Palestina e Omã, garantiram a liderança e a classificação com uma rodada de antecedência. A Jordânia fechou com derrota para o Iraque na última rodada, sem afetar a vaga.

A Jordânia chegou ao Mundial ocupando a 63ª posição no ranking da Fifa. Nos amistosos finais antes da estreia, houve dois empates de 2 a 2 contra Costa Rica e Nigéria, antes de confirmar o objetivo histórico.

O grande nome da seleção é Musa Al-Tamari, titular do Rennes, na França. O meia, de 28 anos, é ídolo nacional e soma 88 jogos com 23 gols pela Jordânia, ajudando a campanha que assegurou a vaga inédito.

A história do técnico Jamal Sellami ganhou relevância. Aposentado como jogador, ele passou a treinar a Jordânia em 2024, tornando-se a primeira experiência dele fora de Marrocos. Sellami já comandou clubes locais e a seleção marroquina.

A Jordânia disputará o Mundial pela primeira vez. O grupo de estreia traz Argentina, Áustria e Argélia, o que promete compromissos difíceis, mas a equipe já demonstrou capacidade de evoluir ao longo do ciclo.

Time-base e contexto nacional seguem relevantes. O elenco tem jogadores atuando no exterior e no futebol doméstico, com destaque para Al-Tamari e Al-Naimat como pilares do meio-campo e ataque.

O país mira o torneio com expectativa moderada, mantendo foco na atuação firme e no fortalecimento da seleção para partidas de alto nível. O país, localizado no Oriente Médio, tem Amã como capital e vive período de visibilidade internacional proporcionado pela participação histórica.

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