- O Flamengo teve aumento de dívida bruta de R$ 1,37 bilhão e endividamento operacional líquido de R$ 488 milhões, impulsionados pela contratação de Lucas Paquetá.
- A operação de Paquetá custou 315,7 milhões de reais, com o total da transferência envolvendo o West Ham equivalente a cinquenta e quatro milhões de euros.
- O pagamento inicial saiu do caixa do clube, reduzindo o disponível de R$ 191 milhões para R$ 70 milhões.
- A diferença entre o que o Flamengo tem a pagar e receber com transferências é de R$ 394 milhões, mas isso é considerado um patamar saudável, representando 11,2% da receita dos últimos doze meses.
- No primeiro trimestre de 2026, o clube registrou deficit de R$ 63,9 milhões, devido principalmente à amortização de contratos de jogadores. A receita prevista para o ano é de R$ 1,8 bilhão.
O balanço do Flamengo referente ao 1º trimestre de 2026 aponta aumento de 300 milhões de reais na dívida bruta e no passivo operacional. O principal fator foi a contratação do meia Lucas Paquetá, segundo o documento financeiro.
A escalada do endividamento ocorre após planejamento do presidente Luiz Eduardo Baptista, de elevar o nível de endividamento da instituição. Ele sinalizou essa estratégia no fim do ano, em reunião do Conselho Deliberativo.
A dívida bruta chegou a 1,37 bilhão de reais, ante 1,071 bilhão em 2025. O aumento decorreu de novas transferências a pagar e adiantamentos de patrocínio, especialmente com a Betano.
O índice de endividamento operacional líquido subiu para 488 milhões, frente a 192 milhões no fim de 2025. O destaque fica com o investimento em atletas, como Paquetá, de 315,7 milhões de reais.
O valor total da operação de Paquetá foi de 54 milhões de euros, incluindo intermediação e impostos de 20%. O pagamento inicial foi feito com recursos do caixa, sem empréstimo.
Com o caixa em 70 milhões de reais, houve queda de 121 milhões no saldo disponível. O balancete ressalta que a diferença entre o que o clube tem a pagar e receber por transferências é de 394 milhões.
Ainda assim, a direção afirma que esse patamar representa 11,2% da receita dos últimos 12 meses, considerado saudável pelo momento do clube. A receita do trimestre somou 383 milhões de reais.
Para o fechamento do ano, a projeção de receita é de 1,8 bilhão de reais. A visão é manter equilíbrio entre venda de jogadores e resultados operacionais.
No curto prazo, o Flamengo tem cerca de 700 milhões de reais para pagar nos próximos 12 meses, com aproximadamente 400 milhões entre caixa e valores a receber. A necessidade de geração de caixa ficou em 300 milhões.
Como é comum no primeiro semestre, o Flamengo registrou déficit de 63,9 milhões de reais no trimestre. A amortização de contratos, um efeito contábil, explica parte do resultado.
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