- Jogo entre Independiente Medellín e Flamengo foi cancelado após um minuto, devido a bombas, rojões e invasão de torcedores.
- Pelo regulamento da Libertadores, o mandante perde três pontos e o visitante soma três de saldo; o Flamengo venceria por 3 a 0 no confronto.
- O Independiente Medellín também perderá mandos de jogos e sofrerá multa financeira, em decorrência da violência na partida.
- As autoridades indicarão relatórios oficiais sobre o caos; o Flamengo manteve seus jogadores no vestiário e saiu do estádio apenas após o cancelamento ser declarado.
- A violência foi atribuída a ações organizadas pela internet a partir de insatisfações com a eliminação do Campeonato Colombiano pelo Medellín.
O jogo entre Flamengo e Independiente Medellín foi cancelado após um minuto de partida, devido a bombas, rojões e invasão de torcedores no gramado. A decisão ocorreu no estádio Atanasio Girardot, em Medellín, e houve interrupção imediata do confronto.
A Conmebol instaurou o suspenso por questão de segurança. O Flamengo passa a somar três pontos na classificação, com placar oficial de 3 a 0, enquanto o Medellín é punido conforme o regulamento da competição. O delegado da partida e o árbitro venezuelano Jesus Valenzuela encaminharam relatórios aos organizadores.
Condições de segurança foram definidas como inadequadas pelo presidente do Medellín, que pretendia jogo com portões fechados. Torcedores do clube organizados teriam planejado a manifestação pela eliminação no Campeonato Colombiano, com ataques ao árbitro e aos atletas. As punições contemplam também perdas de mando de campo e multas.
Medidas e desdobramentos
O Flamengo manteve seus jogadores protegidos no vestiário até o encerramento do incidente, e só deixou o estádio após a confirmação da suspensão pela Conmebol. A decisão prevê ainda sanções para o Independiente Medellín, incluindo mandos de jogos fora de casa e multas financeiras.
Raúl Giraldo, principal acionista do Medellín, ingressou em campo após o resultado frustrado, em tom de provocação. Segundo o clube colombiano, houve reconhecimento de falhas de segurança diante do protesto público.
Contexto e histórico
Relembrando casos anteriores, invasões de torcidas já interromperam partidas na América do Sul, como em abril de 2025 quando Colo-Colo invadiu o gramado contra o Fortaleza. Em ocorrências recentes, as organizadas costumam reagir a decisões administrativas e resultados insatisfatórios com ações no estádio.
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