- A Lei Geral da Copa de 2027 prevê pagamento de R$ 500 mil às atletas das gerações de 1988 e 1991 como reconhecimento às pioneiras do futebol feminino no Brasil.
- O projeto de lei é o PL 1315/2026 e busca reparar uma história de falta de apoio e visibilidade no esporte.
- A iniciativa é inspirada em reconhecimento a campeões do Mundial masculino de 2014, realizado no Brasil, como forma de reparar histórico deலும்.
- Márcia Honório da Silva, conhecida como Marcinha, é uma das pioneiras citadas e atua hoje em escolinhas de futsal, destacando a importância da estrutura e da história do futebol feminino.
- Atletas veteranas, como Rosilane Camargo Motta (Fanta), ressaltam que o reconhecimento financeiro é justo e ajuda a inspirar novas gerações, com expectativa de impacto positivo na base e no profissionalismo do esporte.
Márcia Honório da Silva, conhecida como Marcinha, dedicou quase duas décadas ao futebol brasileiro e hoje atua na base do futsal. Ela treina crianças de 7 a 10 anos em Caieiras, SP, onde nasceu. Entre os alunos, já despontou Matheus Bidu, hoje lateral do Corinthians, que chegou a treinar com meninos no sub-7.
Marcinha integrou a primeira seleção feminina brasileira, terceira colocada no Torneio Experimental da FIFA em 1988, na China. O evento ajudou a moldar a Copa do Mundo Feminina, criada três anos depois no mesmo local. Ela afirma que o time enfrentou dificuldades e falta de estrutura.
A ex-jogadora lembra que, na época, havia pouca visibilidade e apoio. Hoje, segundo ela, existe estrutura, mas a essência do sucesso permanece: coração, disciplina e desejo de ser a melhor. A luta pelas pioneiras é vista como legado para as novas gerações.
Pioneiras do futebol feminino são alvo de reconhecimento histórico que pode chegar quase 30 anos depois. O Projeto de Lei 1315/2026, que institui a Lei Geral da Copa de 2027, prevê pagamento de R$ 500 mil às atletas das gerações 1988 e 1991.
Reconhecimento histórico e legado
A proposta de indenização é vista como reparo financeiro e simbólico para quem participou da consolidação do esporte. A medida se inspira no Mundial masculino de 2014, quando 51 campeões ou seus herdeiros receberam reconhecimento oficial.
Marcinha avalia que o reconhecimento é importante não só pelo dinheiro. Ela afirma que a homenagem faz justiça histórica e incentiva novas gerações a valorizar a trajetória feminina no esporte.
Rosilane Camargo Motta, a Fanta, também integra o grupo de pioneiras. Ela coordena aulas de futebol para meninas no Rio de Janeiro e reitera a importância da reparação para a memória do futebol feminino. Fanta participou de torneios e copas na década de 1990.
Premiação prevista pela Lei Geral da Copa 2027
Fanta destaca que a recuperação da história ajuda a ampliar oportunidades, incluindo o futebol feminino já nas próximas fases do esporte nacional. Ela atua junto a projetos de fomento à modalidade, como o programa Rio: Capital do Futebol Feminino.
Marisa, antiga zagueira e capitã da seleção de 1988, e outras pioneiras participam dessas iniciativas que visam ampliar a base, melhorar o profissionalismo e atrair mais investimentos. O Mundial de 2027 no Brasil é visto como marco para o futebol feminino.
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