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Trump afirma não pagaria o preço do ingresso da Copa

Trump critica preços da Copa; diz não pagar US$ 1.000 pelo ingresso mais barato da abertura EUA x Paraguai

Trump (à esq.) expressou preocupação com torcedores de classe trabalhadora que fazem parte de sua base eleitoral. "Se pessoas do Queens e do Brooklyn e todas as pessoas que amam Donald Trump não puderem ir, eu ficaria desapontado", afirmou
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  • Donald Trump disse ao New York Post que não pagaria US$ 1.000 pelo ingresso mais barato para a partida de abertura entre EUA e Paraguai, marcada para 12 de junho no SoFi Stadium, em Los Angeles.
  • O presidente afirmou não conhecer os preços da Fifa e afirmou que, mesmo querendo ir, não pagaria esse valor.
  • A Copa do Mundo de 2026 terá 48 seleções, 104 partidas, em 16 cidades-sede no Canadá, México e Estados Unidos, com início em 11 de junho e fim em 19 de julho; a final será no MetLife Stadium, em East Rutherford.
  • Gianni Infantino defendeu a política de preços da Fifa, dizendo que o mercado norte-americano permite revenda de ingressos e que preços baixos poderiam levar a negociações abusivas; citou uma estimativa de 500 milhões de solicitações.
  • Cruze de críticas incluem reclamações de torcedores e hotéis sobre preços e demanda aquém das expectativas: a AHLA aponta hotéis com demanda abaixo do previsto e atraso na emissão de vistos, entre outros fatores.

Donald Trump afirmou que não compraria o ingresso mais barato da abertura da Copa do Mundo de 2026, entre EUA e Paraguai. A declaração, dada ao New York Post, foi publicada na noite de 6 de maio de 2026. O jogo acontece em 12 de junho no SoFi Stadium, em Los Angeles.

O presidente dos EUA criticou o valor cobrado pela FIFA, dizendo não saber do preço e manifestando vontade de estar presente, sem desembolsar o valor. A entrevista ocorreu dias antes da abertura do torneio, que terá 48 seleções.

A Copa de 2026 será realizada entre Canadá, México e Estados Unidos, com 104 partidas distribuídas em 16 cidades-sede. O torneio começa em 11 de junho e vai até 19 de julho. A final está marcada para o MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey.

Horas antes, Gianni Infantino, presidente da FIFA, defendeu publicamente a política de preços durante a 29ª Conferência Global do Milken Institute, em Beverly Hills, Califórnia. Ele afirmou que o preço segue o mercado e que a revenda pode influenciar os valores.

Infantino citou a legislação dos EUA sobre revenda de ingressos como fator que impede preços baixos. Segundo ele, a demanda elevada, com cerca de 500 milhões de solicitações, justifica a política de precificação. Ele comparou com outros eventos esportivos no país.

O dirigente destacou ainda que o ingresso mais barato para partidas no SoFi Stadium chega a US$ 1.079, e citou casos de revenda de bilhetes muito acima do valor original. Em tom bem-humorado, prometeu oferecer cachorro-quente a quem adquirisse ingressos de alto valor para a final.

Torcedores tanto nos EUA quanto no exterior reclamaram de venda de assentos a cambistas. Há críticas internacionais em órgãos reguladores, com a classificação da política de preços como excessiva por parte de alguns grupos na Europa. O custo médio da final é apontado em torno de US$ 13.000.

Uma pesquisa da AHLA aponta que quase 80% dos hotéis nas 11 cidades-sede operam abaixo das projeções para a Copa. Faltam cerca de seis semanas para o início do torneio, e a demanda de hotéis não acompanha o ritmo das vendas de ingressos, com maior participação de viajantes domésticos.

Segundo o levantamento, atrasos na emissão de vistos, altos custos de viagem e incertezas geopolíticas aparecem entre os fatores que freiam o turismo internacional. O estudo estima que o impacto econômico global da Copa alcance dezenas de bilhões de dólares.

A seleção dos Estados Unidos inicia a campanha no SoFi Stadium contra o Paraguai. Lionel Messi, pelo menos até a data, deve disputar a sexta Copa do Mundo pela Argentina quando o torneio começar.

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