- Em 1930, no Uruguai, a seleção dos Estados Unidos venceu Bélgica e Paraguai; Bert Patenaude fez o primeiro hat-trick da Copa, com a confirmação de um dos gols apenas em 2006, e as lesões influenciaram a semifinal contra a Argentina.
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- Em 1934, Aldo “Buff” Donelli marcou todos os gols da vitória sobre o México; Elmer Schroeder era o manager da equipe e, em 1938, foi encontrado morto em circunstâncias não esclarecidas.
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- Em 1950, os EUA surpreenderam ao derrotar a Inglaterra em Belo Horizonte; Joe Gaetjens anotou o gol da vitória, e mais tarde houve o desaparecimento dele em 1964, com a hipótese de homicídio.
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- A virada moderna começou com o chute de Caligiuri, em 1989, que garantiu a vaga para Italia noventa; desde então, os EUA passaram a disputar todas as Copas, exceto a de 2018.
- Ao longo da história, há momentos de triunfo e de tragédias, que ajudam a entender a trajetória dos Estados Unidos no Mundial de futebol.
O texto reconta episódios marcantes da história da seleção masculina dos Estados Unidos em Copas do Mundo, revisitando momentos que vão além dos resultados esportivos. O relato, que abrange desde a primeira edição até a virada de século, traz, para cada período, fatos, nomes e desfechos que moldaram o legado do futebol americano no torneio.
Nos anos 1930, a participação dos EUA em Uruguai trouxe partidas memoráveis, ainda que marcadas por adversidades. Em 1930, seis jogadores da equipe eram britânicos que atuavam nos EUA. A equipe abriu com vitória sobre a Bélgica e conquistou outra vitória sobre o Paraguai, com Bert Patenaude marcando o primeiro hat-trick em Copas. A segunda cobrança reconhecida apenas em 2006. Já nas semifinais contra a Argentina, lesões e um incidente com um frasco de cloroformio prejudicaram o time, em atuação que terminou com derrota por 6 a 1.
Em 1934, a equipe chegou tardiamente à Itália e venceu o México por 4 a 2 em Roma, com Aldo Donelli marcando todos os gols. Na primeira fase, o time foi eliminado ao enfrentar a Itália, campeã da competição. O treinador Elmer Schroeder teve papel histórico na gestão do futebol norte-americano e, anos depois, acabou assassinado em Philadelphia, vítima de violência ligada a uma série de crimes não esclarecidos.
Entre 1950 e 1964, a seleção viveu episódios que misturam feitos esportivos e destinos pessoais. Em 1950, os EUA surpreenderam ao derrotar a Inglaterra por 1 a 0 em Belo Horizonte, um resultado histórico. O gol foi de Joe Gaetjens, jogador haitiano naturalizado americano, cuja passagem pela seleção ficou marcada por sua ascensão rápida no futebol norte-americano. Gaetjens não obteve cidadania permanente e, posteriormente, desapareceu após ser preso na década de 1960, na instável república dominada por Anger Duvalier no Haiti; acredita-se que tenha sido assassinado, mas o corpo nunca foi encontrado.
A era moderna do futebol americano em Copas do Mundo começa em 1989, com o chute decisivo de Paul Caligiuri em Port of Spain, que garantiu a vaga para Italia 90 ao derrubar Trinidad e Tobago por 1 a 0. A vitória foi vista como passo essencial para a credibilidade do país como anfitrião da Copa de 1994. Nos seis jogos disputados na Itália, a equipe soma apenas uma vitória, ainda que o contexto tenha contribuído para a continuidade do estágio de participação do time em Copas subsequentes, exceto em 2018.
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