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Comissão recua em barreiras políticas para sócios no novo estatuto do Santos

Comissão recua em barreiras políticas aos sócios; estatuto amplia controle de SAF para até 90% e pode antecipar eleições para outubro

Reunião do Conselho Deliberativo do Santos
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  • O Conselho Deliberativo do Santos inicia, no dia 18 de maio, a votação do novo estatuto, com sessões adicionais previstas para 21 e 22 de maio para votar 105 artigos com 89 emendas.
  • Nos dias 19 e 20 não haverá sessão, pois o Santos encara o San Lorenzo pela Sul-Americana, com a Conmebol assumindo o estádio 24 horas antes.
  • Caso seja aprovado, o estatuto prevê até trinta dias para o agendamento da Assembleia Geral, onde os associados votarão o regimento.
  • A Comissão recuou em relação aos direitos políticos: continua em três anos para votar e cinco para ser candidato; a candidatura à presidência pode ter dois mandatos, com flexibilização possível para um mandato.
  • Sobre a SAF, o teto de venda de ações sobe de 49% para 90%, atraindo investidores com maior controle. As eleições podem ocorrer em outubro se o estatuto for aprovado; se não, seguem em dezembro.

No dia 18 de maio, o Conselho Deliberativo do Santos começará a votação do novo estatuto social do clube. A mudança é definida pela Comissão de Estatuto, criada pelo presidente Marcelo Teixeira, e envolve direitos políticos dos associados e novas cotas para a transformação do clube em SAF.

A votação se estenderá até os dias 21 e 22 de maio, com possível prorrogação, para discutir os 105 artigos que receberam 89 emendas. Nos dias 19 e 20 não haverá sessão devido ao jogo contra o San Lorenzo pela Sul-Americana.

O estatuto também prevê alterações nos prazos para participação política. A ideia inicial de aumentar o tempo de associação para votar de três para cinco anos e para ser conselheiro de cinco para dez anos foi reclamada, mas a Comissão recuou, mantendo os prazos atuais: três anos para votar e cinco para ser candidato ao Conselho.

Sobre a presidência, houve flexibilização: a exigência de três mandatos como conselheiro caiu para dois, com alternativas caso o segundo mandato seja rejeitado. Mantém-se a possibilidade de votar entre duas opções e, se necessário, a manutenção do modelo atual.

Outra mudança relevante é o caminho para a SAF. O texto atual limita a venda de ações a 49% e o novo teto pode subir para 90%, para atrair investidores que hoje não entram por não ter controle majoritário, sem obrigar a venda total do clube.

Se o estatuto for aprovado pelo Conselho e pela Assembleia Geral, as eleições de dezembro podem ser antecipadas para outubro, com o objetivo de evitar transições turbulentas. A medida busca ampliar o tempo de planejamento do eleito.

Caso o novo estatuto seja rejeitado, as eleições seguem previstas para o início de dezembro, mantendo o calendário atual. A votação segue sob a supervisão das sessões do Conselho Deliberativo nos próximos dias.

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