- Autoridades iranianas apreenderam seis propriedades ligadas ao ex-capitão da seleção, Ali Karimi, por apoio aos protestos de janeiro.
- Karimi apoiou os protestos e a monarquia derrubada pela Revolução Islâmica; ex-jogador do Bayern de Munique, conhecido como “Maradona asiático”.
- A agência Mizan, do Judiciário, o descreveu como “um dos traidores da pátria” ativo em apoio ao inimigo nos últimos anos.
- Os bens confiscados incluem dois imóveis comerciais e quatro residências, identificados e confiscados por ordem judicial em benefício do povo.
- Karimi deixou o Irã em dois mil e vinte e dois e foi processado à revelia por apoiar os protestos nas redes sociais após a morte de Mahsa Amini.
O Irã confiscou seis propriedades associadas ao ex-capitão da seleção nacional de futebol Ali Karimi, após ele ter apoiado os protestos antigovernamentais ocorridos em janeiro. A medida foi anunciada pelas autoridades do país.
Karimi, conhecido como o “Maradona asiático” pela sua habilidade, vive no exílio desde 2022. Ele apoiou publicamente as manifestações contra o governo nas redes sociais e também expressou apoio à monarquia derrubada pela Revolução Islâmica. A apreensão envolve dois imóveis comerciais e quatro residências.
A decisão foi comunicada pela agência de notícias Mizan, vinculada ao Poder Judiciário, que descreveu Karimi como um traidor da pátria e alegou que ele esteve amplamente ativo em apoio ao inimigo nos últimos anos. Segundo a nota, os bens foram identificados e confiscados por ordem judicial em benefício do povo.
Contexto recente
Em abril, o Poder Judiciário informou a liberação de ativos de Zahra Ghanbari, capitã da seleção feminina, após ela ter pedido asilo na Austrália em março. Quatro jogadoras e um membro da comissão técnica também buscaram asilo, mas cinco delas voltaram ao Irã posteriormente.
Além desses desdobramentos, a seleção masculina iraniana tem compromisso com a Copa do Mundo nos Estados Unidos, em junho. O caso de Karimi ocorre em meio a tensões diplomáticas e políticas que envolvem o apoio a protestos e a posição do governo iraniano.
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