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Operação da Copa é deficitária para a CBF, aponta estudo

Copa deve manter a CBF em déficit, mesmo com título, pois US$ 12,5 milhões da FIFA cobrem apenas parte dos custos, com impostos elevados

Carlo Ancelotti e Samir Xaud, presidente da CBF
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  • A Copa de 2026 pode deixar a CBF com déficit no ano, mesmo se o Brasil for campeão, com orçamento previsto em déficit de aproximadamente R$ 200 milhões.
  • A Fifa autorizou contribuição de US$ 12,5 milhões por federação para a Copa, reajustada em 25% após reclamações sobre custos nos EUA; a Europa cobra hotel e passagens para até 50 pessoas, apenas.
  • A seleção brasileira levará cerca de 80 pessoas para amistosos e eliminatórias; na Copa, o staff deve aumentar e incluem membros não ligados ao futebol, com planejamento ainda não fechado.
  • Mesmo com a premiação de US$ 50 milhões ao campeão, nem tudo fica nos cofres da CBF, pois parte costuma ir aos jogadores, não permanecendo integralmente no elenco.
  • Custos nos Estados Unidos devem incluir impostos de até 30% sobre pagamentos da Fifa; patrocínios do evento cresceram para cerca de R$ 1 bilhão por ano; a Nike antecipou parte do contrato, influenciando a receita de 2024, com expectativa de aumento a partir de 2027.

A Copa do Mundo é o grande foco de patrocínios para as seleções nacionais, mas a operação do torneio costuma gerar déficit para a principal entidade do futebol brasileiro. A edição de 2026, aos EUA, México e Canadá, não deve escapar desse quadro.

A Federação Brasileira de Futebol (CBF) analisa o impacto financeiro do Mundial, que começa em 11 de junho. Entre custos e repasses, o evento exige planejamento cuidadoso para não comprometer o orçamento do futebol brasileiro.

Finanças da participação da seleção

A Fifa definiu, em abril, uma contribuição de US$ 12,5 milhões (R$ 64,4 milhões) para cada federação nacional, valor aumentado em 25% diante de custos elevados. O montante, porém, não cobre todas as despesas operacionais.

A entidade máxima banca hotéis e passagens para delegações de até 50 pessoas. Grupos maiores, como o da seleção brasileira em Mundiais, costumam exigir equipes adicionais de apoio.

Estrutura da delegação e custos adicionais

Para amistosos e eliminatórias, o grupo é de cerca de 80 pessoas; na Copa, esse contingente aumenta com o staff e outras pessoas fora do núcleo técnico. A CBF ainda não fechou o peso total desse grupo ampliado.

Mesmo com vitória na Copa, a previsão é de déficit. A Fifa paga US$ 50 milhões pela taça de campeão, mas boa parte desse valor costuma ir aos jogadores via premiação, reduzindo o retorno direto para a confederação.

Impostos e projeções orçamentárias

Uma avaliação aponta que a Copa nos EUA terá custos elevados, com possibilidade de tributação de até 30% sobre os pagamentos da Fifa, conforme ocorreu no Mundial de Clubes anterior. Esse fator eleva o peso financeiro para a CBF.

Os patrocínios do Mundial, por sua vez, registraram incremento significativo. A expectativa é de que a receita de patrocínios atinja cerca de R$ 1 bilhão neste ciclo. Ainda assim, a CBF prevê déficit de aproximadamente R$ 200 milhões em 2026.

Perspectivas para 2027

A CBF espera recuperação de receita com o novo contrato de patrocínio com a Nike, cujas parcelas já foram antecipadas em 2024. A previsão é de que, a partir de 2027, haja aumento relevante de receita para o futebol brasileiro.

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