- Fifa adotou precificação dinâmica e um mercado de revenda, elevando os custos de ingressos e facilitando especulação, o que, segundo o editorial, vai contra o espírito do futebol.
- O preço da final da Copa nos Estados Unidos pode chegar a quase $ 32.970, com ingressos de revenda variando entre $ 8.970 e até quase $ 11,5 milhões; no grupo de abertura, os bilhetes mais baratos começaram em $ 1.200.
- Críticos dizem que os preços são excessivos e exploratórios, tornando o torneio menos acessível e comprometendo a essência de um evento popular.
- Infantino afirmou que o torneio ocorre em um “mercado altamente desenvolvido” e que, por isso, é preciso aplicar tarifas de mercado, enquanto a oposição aponta impactos sobre torcedores e sobre a experiência cultural do evento.
- O editorial cita o livro de Michael Sandel para enfatizar que, quando o dinheiro compra mais coisas, menos pessoas de diferentes origens podem se encontrar, sugerindo que a Copa deveria unir mais esforços além da lucratividade.
O dólar cotado não foi suficiente para esconder o problema: o preço de ingressos para a Copa do Mundo de 2026, nos EUA, Canadá e México, vem sendo questionado por fãs e analistas. Em uma fase recente, a Fifa elevou o valor de algumas entradas para a final, em New Jersey, a quase 33 mil dólares. A venda ocorre via Mercado de Revenda da Fifa, com faixas que variam bastante.
Segundo relatos, o encargo máximo para a final pode chegar a números astronóficos, com exemplos citados de ingresso de alto valor na casa das dezenas de milhares de dólares e, em alguns casos, itens exceptionalmente caros no mercado secundário. No grupo de abertura dos Estados Unidos, contra o Paraguai, havia entradas anunciadas por valores iniciais que superavam mil dólares. Os números acendem o debate sobre acessibilidade para torcedores comuns.
A discussão envolve a gestão da Fifa e o presidente Gianni Infantino, que defende que o torneio será o mais inclusivo já realizado, em meio a críticas sobre a dinâmica de precificação e a lucratividade de pacotes de hospitalidade. Observadores indicam que, somados a hospedagem e deslocamento, o acesso às principais partidas fica restrito a quem pode pagar volumes elevados de dinheiro. A polêmica volta a questionar o equilíbrio entre entretenimento e mercado.
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