- Faltando cerca de um mês para a Copa do Mundo de 2026, a Newsweek aponta risco de fracasso colossal nos EUA devido à demanda abaixo do esperado.
- A competição terá 104 jogos, com 78 partidas em 11 cidades americanas; a final está marcada para 19 de julho, no MetLife Stadium.
- A FIFA projetou impacto econômico bilionário, em estudo com a Organização Mundial do Comércio, estimando US$ 80,1 bilhões de impacto bruto, sendo US$ 30,5 bilhões destinados ao mercado americano.
- Empresários apontam vistos e custos de viagem como fatores de incerteza, destacando que a visitação depende de uma experiência sem atritos nos Estados Unidos além do futebol.
- Também há críticas aos valores dos ingressos, com a FIFA usando preços dinâmicos; o ex-presidente Donald Trump comentou o preço de abertura de US$ 1.000.
A Copa do Mundo de 2026, que terá início em pouco menos de um mês, pode enfrentar um desempenho abaixo do esperado nos Estados Unidos, segundo a revista Newsweek. O foco é o potencial impacto econômico prometido e a demanda de torcedores.
Indicadores de viagem, hotelaria e venda de ingressos apontam para uma participação menor do que o previsto pela Fifa. A edição com 48 seleções terá 104 jogos distribuídos em 11 cidades norte‑americanas, com a final agendada para 19 de julho no MetLife Stadium.
A Fifa projeta impactos econômicos bilionários, em estudo conjunto com a OMC, estimando mais de 80 bilhões de dólares de efeito direto, dos quais cerca de 30,5 bilhões ficariam no mercado dos EUA.
Fatores que pesam na demanda
Executivos do setor apontam obstáculos como dificuldades de visto e altos custos de viagem. A combinação de trâmites de visto, tarifas de transporte e possíveis aumentos de impostos em cidades-sede gera incerteza entre potenciais visitantes.
Analistas avaliam que a Copa depende de uma experiência sem atritos para atrair público estrangeiro além do futebol. A experiência geral nos EUA é vista como elemento-chave para motivar viagens internacionais.
Representantes do setor hoteleiro indicam possibilidade de reação de demanda perto do início do torneio, porém com limites. A expectativa é de crescimento de última hora próximo a meados de maio, porém sem atingir as projeções.
A Associação Americana de Hotéis e Alojamentos reforça que os estádios devem receber grande público, mas cobra medidas para destravar o potencial econômico. O elo entre organização e país anfitrião é visto como determinante para atender à oportunidade prevista.
Preço dos ingressos
Além de vistos e custos, há críticas aos valores cobrados, inclusive para jogos com menor procura. A Fifa utiliza um modelo de preços dinâmicos que pode elevar tarifas conforme a demanda diária.
Comentário de liderança política segue fora do foco da reportagem, mas a cobertura menciona reação de figuras públicas a respeito do custo de um ingresso de abertura. A discussão envolve como o mercado absorve o preço de entrada, especialmente em partidas iniciais.
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