- A Fifa ainda não fechou acordos de transmissão da Copa do Mundo de 2026 com a Índia e a China, deixando fãs sem garantia de assistir aos 104 jogos.
- Na Índia, o preço pedido caiu para 35 milhões de dólares, com a proposta mais próxima sendo 20 milhões de dólares da JioStar; já houve deals no passado, como 90 milhões de dólares pela Sony (2014) e 62 milhões pela Viacom18 (2018).
- A demora não é vista apenas pelo horário dos jogos; há uma visão de falta de opções, dinheiro e confiança no mercado de transmissão esportiva indiano, dominado pelo críquete.
- A audiência do cricket na Índia está estável, mas o Indian Premier League teve queda de cerca de 26% na temporada, o que aumenta a hesitação de investir em futebol com jogos em horários adversos.
- Na China, a FIFA buscava entre 250 e 300 milhões de dólares, mas a CCTV tem orçamento entre 60 e 80 milhões; diferenças de fuso horário e interesse menor também dificultam um acordo.
O FIFA ainda não fechou acordos de transmissão para a Copa do Mundo com a Índia e a China, dois mercados-chave. A competição terá 104 jogos, mas fãs nesses países podem ficar sem direitos de transmissão.
Com a Copa de 2026 a um mês, negociações continuam em aberto, apesar de quedas nos valores pedidos. Na Índia, o interesse recuou para cerca de 35 milhões de dólares, vs. 100 milhões de dólares no início do processo. Na China, o valor pedido varia entre 250 milhões e 300 milhões de dólares.
Nações interessadas caminham com ofertas de Rp da Índia; a concorrência é quase inexistente no setor de esportes. Em 2022, a Viacom18 e a Viacom cederam direitos; hoje restam a JioStar e a Sony para o mercado indiano, com limitações de conteúdo e competição.
A China, por sua vez, tem a CCTV como holofote tradicional, mas com orçamento de direitos estimado em 60 a 80 milhões. A percepção é de que o preço sugerido é incompatível com o retorno de audiência, agravado pela queda de interesse na seleção masculina.
O cenário para a Índia é impactado pela forte presença da críquete e pelo câmbio. A rupia vem se desvalorizando frente ao dólar, o que encarece direitos em moeda estrangeira para o país. Em 2013 a taxa era 54; hoje fica em torno de 95.
Segundo especialistas, a ausência de concorrência qualificada no mercado de transmissão esportiva na Índia dificulta a negociação. Em China, a distância de fuso e o apetite por conteúdo local também pesam na decisão de cobradores.
Para a FIFA, a paralisação preocupa Gianni Infantino, que busca equilíbrio entre valor do produto e alcance global. A imposição de preços mais baixos pode ampliar o risco de impactos em negociações futuras com outros mercados emergentes.
Autoridades chinesas e indianas aguardam sinais de mudanças nas propostas, com delegações da FIFA em Beijing e relatos de evolução em Nova Délhi. O desfecho pode exigir ajustes de calendário e estratégias de distribuição de direitos.
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