- A Justiça suspendeu a decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas que devolvia os direitos políticos à Eagle Bidco/Ares.
- Com a suspensão, a SAF permanece com o único poder de voto na Assembleia Extraordinária marcada para quinta-feira, 14.
- A Eagle Bidco/Ares continua a deter noventa por cento das ações, mas não participará do encontro; a SAF possui dez por cento e mantém direito a voto.
- A decisão preserva Durcesio Mello como diretor-executivo interino da SAF, além das medidas cautelares da recuperação judicial.
- A assembleia vai deliberar sobre a permanência ou não do ex-presidente do Botafogo no cargo.
A Justiça suspendeu a decisão do Tribunal Arbitral da FGV que devolvia os direitos políticos à Eagle Bidco/Ares. Com isso, a SAF Botafogo mantém o único poder de voto na Assembleia Extraordinária marcada para quinta-feira, 14, em meio a controvérsias sobre o controle acionário.
A 2ª Vara Empresarial da Capital do TJ-RJ derrubou a determinação da arbitragem da FGV. A SAF alegou que a Eagle, controlada pela Ares e sob administração judicial da Cork Gully GLP, buscava privilegiar o Lyon a custo do Botafogo, atendendo aos interesses da Ares.
O juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima avaliou indícios de parcialidade na decisão arbitral e suspeita de invasão à competência do Judiciário. A decisão mantém Durcesio Mello como diretor-executivo interino da SAF e preserva medidas cautelares da recuperação judicial.
Participação acionária e Assembleia
O clube associativo, detentor de 10% da SAF, continua como único voto no Conselho Diretor para a próxima Assembleia Extraordinária. A Eagle Bidco/Ares detém 90% e não participará do encontro.
Durcesio Mello permanece no cargo de CEO temporário. A reunião votará, entre outros pontos, a permanência ou não do ex-presidente do Botafogo na direção. A definição ocorre no contexto da recuperação judicial em andamento.
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