- SAFs precisam amadurecer no futebol brasileiro, segundo Rodrigo Tostes e César Grafietti, durante o São Paulo Innovation Week (SPIW).
- Tostes afirma que a SAF é importante, mas não a única solução; é necessário aprimorar governança e controles para não virar apenas uma entrada de investidores.
- Ele enfatiza o alinhamento de objetivos entre clubes e investidores e destaca as duas principais fontes de receita: torcida e venda de atletas.
- Grafietti alerta sobre a falta de maturidade do ambiente para investimentos no clube, ressaltando a importância de considerar torcedores e equilíbrio financeiro.
- Como pilares de sucesso, o especialista cita infraestrutura, capital disponível e tempo para construir, lembrando que o futebol não tolera dívidas.
Ao São Paulo Innovation Week, especialistas analisaram o avanço das SAFs no futebol brasileiro, destacando que o modelo precisa amadurecer para entregar resultados. O encontro ocorreu na quarta-feira, 13, no SPIW, festival de tecnologia realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos.
Rodrigo Tostes, ex-vice-presidente de Patrimônio do Flamengo, ressaltou que a SAF é relevante, mas não basta sozinha para a recuperação de clubes. Ele afirmou que é preciso fortalecer governança e controles para evitar que o modelo seja apenas uma via de entrada de investidores. A fala ocorreu durante a palestra Quem são os grandes investidores do Futebol?
Tostes enfatizou ainda que objetivos devem ser alinhados entre clubes e investidores. Segundo ele, as receitas do futebol dependem principalmente da torcida e da venda de atletas, o que requer estudo aprofundado sobre o modelo de negócio e metas reais no início do processo.
César Grafietti, especialista em finanças do esporte, alertou sobre a necessidade de maturidade para compreender os diferentes atores envolvidos, inclusive o torcedor. Ele observou que o cenário atual nem sempre favorece a viabilidade financeira a longo prazo, especialmente em clubes de menor expressão.
O especialista citou casos práticos para evitar endividamento excessivo e atrasos salariais. Questionou qual é o modelo de negócio do clube interessado e se vale a pena investir sem um planejamento sólido. A ideia é reduzir incertezas antes de comprometer recursos.
Três pilares para o sucesso dos investimentos
Grafietti destacou três pilares: infraestrutura de qualidade para valorar ativos, capital disponível para sustentar o projeto e tempo para desenvolver resultados. Segundo ele, esse equilíbrio aumenta as chances de retorno sem comprometer a saúde financeira.
O SPIW reúne mais de 2 mil palestrantes de áreas como ciência, saúde, educação, finanças, esportes e sustentabilidade. O evento acontece entre 13 e 15 de agosto, no Pacaembu e na FAAP, em formato presencial, com participação de especialistas nacionais e internacionais.
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