- Painel no São Paulo Innovation Week discutiu como estruturar sociedades anônimas de futebol, com Rodolfo Kussarev, Moisés Assayag e Patrick Lopes, durante o evento entre 13 e 15 de maio de 2026.
- Kussarev afirmou que “expectativa fictícia” atrapalha vendas, destacando a necessidade de due diligence de ambas as partes e de mais transparência ao longo do processo.
- Assayag ressaltou que a SAF não é a solução mágica para o futebol brasileiro, sendo parte do caminho para resolver problemas, mas sujeita a críticas por casos ruins.
- Lopes disse que a SAF ainda está em fase de aprendizado e evolução, com reformas previstas na legislação e ajustes após experiências diversas.
- Entre exemplos, o Cruzeiro é citado como caso de sucesso parcial, com retorno para o investidor; Vasco e Botafogo tiveram resultados problemáticos em alguns casos, enquanto Ronaldo Fenômeno foi investidor no Cruzeiro, vendendo ações a Pedrinho Lourenço.
Rodolfo Kussarev participou de um painel sobre Sociedades Anônimas de Futebol (SAFs) durante a São Paulo Innovation Week (SPIW), destacando que a expectativa criada em torno do modelo pode distorcer negociações. O debate ocorreu na quinta-feira, 14 de maio, no evento realizado no Pacaembu e na FAAP.
No encontro, Kussarev, ex-CEO do Red Bull Bragantino e sócio da Convocados Gestão de Futebol, discutiu como as SAFs têm potencial de reorganizar clubes desde que haja estruturação adequada e compreensão do modelo. O SPIW reúne mais de 2 mil palestrantes, nacionais e internacionais, em áreas diversas.
Moisés Assayag, sócio-diretor da Channel Associados, ressaltou que a SAF não é solução milagrosa para todos os problemas do futebol. Segundo ele, a ferramenta pode acelerar processos, mas exige transparência e gestão cuidadosa para não gerar frustrações constantes entre clubes e investidores.
Patrick Lopes, managing director da Alvarez & Marsal, enfatizou que a SAF está em estágio inicial de aperfeiçoamento. Ele citou casos de sucesso e fracasso, lembrando que reformas legais, como a própria lei que rege as SAFs, exigem tempo para ajustes e aprendizados contínuos.
O panelista também abordou o Cruzeiro como exemplo de caso em que a SAF contribuiu para a reestruturação financeira. A narrativa envolve a participação de Ronaldo Fenômeno como investidor e a posterior venda de participação para Pedrinho Lourenço, destacando a importância de oportunidades de saída para investidores.
Ao longo do debate, os especialistas destacaram que a implementação das SAFs exige planejamento de longo prazo, avaliação de riscos e due diligence mensurada por todas as partes. O objetivo é estruturar negócios sustentáveis no futebol, sem criar expectativas irreais.
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