- Pedro Sánchez declarou-se orgulhoso de Lamine Yamal por hastear a bandeira palestina durante a celebração do título do Campeonato Espanhol.
- A ação rendeu ao atacante acusações de incitação ao ódio por parte de Israel, após declaração do ministro da Defesa israelense, Israel Katz.
- Yamal hasteou a bandeira no alto do ônibus do Barcelona durante as comemorações do título espanhol, ocorridas no fim de semana.
- O técnico do Barcelona, Hansi Flick, disse que a decisão foi do jogador, ressaltando que ele é maior de idade.
- A repercussão incluiu um mural em Gaza retratando Yamal com a bandeira palestina e envolve tensões diplomáticas entre Espanha e Israel desde a intervenção na Faixa de Gaza.
Pedro Sánchez afirmou, em rede social, que está orgulhoso de Lamine Yamal por hastear uma bandeira palestina durante a celebração do título do Barcelona no Campeonato Espanhol. O braço político do governo espanhol manteve tom de defesa, ressaltando a expressividade de solidariedade do jogador.
O incidente ocorreu após Yamal erguer a faixa na presença de torcedores, durante as comemorações do título conquistado pelo Barcelona contra o Real Madrid. A ação gerou acusações de incitação ao ódio por parte de Israel, que contestou o gesto como ataque ao povo judeu.
Israel reagiu pelas redes sociais, em nota do ministro da Defesa, afirmando não aceitar a incitação contra o país e o povo judeu. O ministro pediu, ainda, que o Barcelona se desmarque de declarações que apoiem a incitação ou qualquer forma de terrorismo.
O Barcelona também se pronunciou de modo contido: o treinador Hansi Flick disse que a decisão de exibir a bandeira é do jogador, destacando que ele já é maior de idade para responder por seus atos. O clube não fez nota oficial endurecendo a posição sobre o gesto.
O tema reverberou além das fronteiras. Em Gaza, artistas pintaram murais em campos de refugiados que retratavam Yamal com a bandeira palestina, em cenário de escombros. A repercussão envolve tensões entre Espanha e Israel, que se intensificaram após Madri reconhecer o Estado Palestino e após a retirada de representantes de Tel Aviv pela Espanha.
Contexto político: as relações entre Espanha e Israel ficaram mais tensas desde o início da operação na Faixa de Gaza, após o ataque de 2023. O episódio também acompanha o histórico diplomático entre os dois países, com mudanças de embaixadas e consultas diplomáticas efetuadas nos últimos anos.
Fonte: informações apuradas pela Reuters, com acompanhamento de desdobramentos divulgados pelo portal espanhol e pela imprensa internacional.
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