- Durante a São Paulo Innovation Week, Marcelo Frazão, vice‑presidente de entretenimento da WTorre, afirmou que “apenas o futebol não sustenta o business” em arenas multiuso como o Nubank Park.
- Ele explicou que o futebol é uma âncora, com cerca de 35 datas por ano; o Nubank Park deve receber cerca de 45 shows e eventos em 2026.
- Frazão destacou a necessidade de planejamento conjunto entre clubes e concessionárias para viabilizar formatos diferentes de entretenimento, citando evolução desde a Copa do Mundo de 2014.
- Sergio Schildt, presidente da Recoma, disse que o Brasil tem visto crescimento de estádios privados e que empresas especializadas ajudam a viabilizar o uso múltiplo, sem perder qualidade do gramado.
- Leonardo Barbosa, diretor de operações do Atlético Mineiro, afirmou que novas arenas são pensadas para convivência entre futebol e entretenimento, ainda que o calendário exija concessões, e elogiou o gramado sintético.
Marcelo Frazão, vice-presidente de entretenimento da WTorre, abriu a discussão sobre o futuro das arenas esportivas durante a São Paulo Innovation Week, realizada no Pacaembu e na Faap. Em palestra com dirigentes do Atlético-MG e da Recoma, ele comentou os desafios de conciliar partidas com shows e outros eventos no Nubank Park, estádio do Palmeiras.
Ele destacou que apenas o futebol não sustenta o modelo de negócio de arenas multiuso. O executivo afirmou que o futebol funciona como âncora, mas representa apenas parte da ocupação anual esperada, citando uma meta de cerca de 45 shows e eventos em 2026 no espaço.
A discussão ocorreu em um palco com outras lideranças do setor, incluindo Sergio Schildt, presidente da Recoma, e Leonardo Barbosa, do Atlético-MG, participando da SPIW, maior festival de tecnologia e inovação promovido pelo Estadão e pela Base Eventos.
Novo desenho de arenas e sustentabilidade
Frazão apontou que a demanda por experiências presenciais cresce e pressiona a infraestrutura brasileira. Segundo ele, o ao vivo tornou-se artigo caro e, no Brasil, ainda falta infraestrutura para atender essa demanda. Arenas precisam suportar diferentes formatos de entretenimento.
Para a WTorre, o alinhamento entre clubes e concessionárias é essencial para a convivência entre futebol e grandes eventos. O grupo afirma ter estabelecido janelas inegociáveis para espetáculos, após divergências iniciais entre Palmeiras e a concessionária.
Infraestrutura, gramado e arena privada
Schildt comentou que o setor tem visto mais estádios privados e a atuação de empresas especializadas em tornar estádios espaços de múltiplo uso, com sustentabilidade econômica e boa performance esportiva. Ele ressaltou a necessidade de preservar a qualidade do gramado com o aumento de eventos.
O executivo também comentou a evolução da gramática sintética, defendendo as tecnologias atuais como solução viável para atender à demanda de múltiplos eventos sem prejudicar o desempenho esportivo.
Visão do Atlético-MG
Leonardo Barbosa explicou que as novas arenas são desenhadas para permitir a convivência entre futebol e entretenimento, considerando acessos e logística para palcos. Ainda assim, o calendário esportivo impõe concessões: o clube não pode perder partidas, mas turnês exigem ajustes no calendário.
Barbosa voltou a defender o uso do gramado sintético, citando feedback de atletas sobre a qualidade atual. Ele afirmou que as tecnologias evoluíram e ajudam a ampliar a capacidade de realizar mais eventos e jogos.
Contexto da SPIW
O São Paulo Innovation Week permanece até esta sexta (15), reunindo palestrantes nacionais e internacionais de áreas como ciência, saúde, educação, mobilidade e esportes. O evento, realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, ocorre no Pacaembu e na Faap.
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