- Haiti se classificou para a Copa do Mundo pela primeira vez em cinquenta e dois anos, após vencer a vaga nas Eliminatórias que ocorreram longe de seu território.
- A seleção haitiana disputará seus três jogos da primeira fase em território norte-americano, por questões de segurança em Porto Príncipe, país combalido pela violência.
- Cerca de trezentos e cinquenta mil haitianos vivem em situação de incerteza jurídica nos Estados Unidos, onde o TPS passou a ser alvo de reavaliação pela Suprema Corte.
- O TPS foi criado após o terremoto de 2010; a continuidade do benefício ficou sob risco após decisão do governo dos Estados Unidos de encerrá-lo, ampliando as dificuldades do país.
- A crise no Haiti, agravada por episódios como o assassinato do presidente em 2021 e o ressurgimento da cólera, repercute na diplomacia esportiva da seleção, que pode servir como vitrine internacional para o país.
Às vésperas da Copa do Mundo de 2026, o Haiti chega ao torneio com uma situação interna de crise e uma seleção que atuou fora de casa durante toda a eliminatória. A equipe caribenha garantiu a vaga após vencer a Nicarágua em Curaçao, palco de seus jogos desde 2021, em razão da instabilidade em Porto Príncipe. O país disputará a fase de grupos sob condições atípicas.
A violência em Porto Príncipe persiste e a população vive sob incerteza. Enquanto a seleção treina e viaja para os jogos, milhares de haitianos nos Estados Unidos enfrentam dúvidas sobre vistos e permanência. O TPS, programa de proteção temporária, está sob avaliação pela Suprema Corte dos EUA, ampliando a sensação de insegurança entre a comunidade haitiana no exterior.
Caminho para o Mundial
Após o título de vaga na eliminatória, a equipe disputou as partidas longe de casa, em Curaçao, como medida de segurança. A vitória por 2 a 0 sobre a Nicarágua abriu o caminho para o Mundial, gerando expectativa de ampliar a participação haitiana no cenário internacional.
Cenário internacional e apoio externo
Especialistas apontam que a classificação do Haiti pode aumentar a visibilidade internacional do país. Diplomatas haitianos mantêm atuação ativa em organismos internacionais para defender interesses nacionais, apesar do colapso institucional interno. O futebol surge como plataforma de visibilidade externa em meio à crise.
Repercussões locais e perspectivas
O capitão Johny Placide, goleiro, destaca o orgulho representativo do país e a oportunidade de jovens haitianos. Analistas veem na participação uma oportunidade para reposicionamento diplomático. A imprensa internacional ressalta o papel do esporte como ferramenta de soft power para o Haiti.
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