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Ancelotti chega como promessa de futuro, mas recorre ao apoio do passado

Ancelotti convoca para 2026 apoiado no passado vitorioso da geração 91/92; risco de depender de Neymar e pressões do vestiário

Neymar em ação com a camisa da seleção brasileira em 2023
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  • Ancelotti chegou à seleção com a promessa de um futuro melhor, mas a convocação para a Copa de 2026 é sustentada por um passado recente pouco vitorioso.
  • O técnico aposta na geração 91/92, com Neymar, Casemiro, Danilo e Alex Sandro entre os escolhidos; outros nomes da época não foram chamados, como Oscar, Lucas Moura e Dudu.
  • Para o duelo com Marrocos, em 13 de junho, Casemiro deve ser titular e capitão, Alex Sandro fica na lateral esquerda, Danilo atua em posições diversas e Neymar é a esperança de contribuições pontuais.
  • Ancelotti ouviu várias fontes para equilibrar o presente e o futuro, mas reconhece o risco de lidar com o “pacote Neymar” e com a pressão de resultados na Copa.
  • A convocação também reflete dificuldades recentes, como lesões de Estevão e Rodrygo, e mistura experiência com peças da nova geração, incluindo Endrick e outros nomes do atual elenco.

Carlo Ancelotti chegou como aposta de futuro para a seleção brasileira, mas a convoca­ção para a Copa do Mundo de 2026 já aponta para um passado recente. Ancelotti adiou a decisão no início de 2023, deixou o Real Madrid e optou por aguardar sinais mais firmes antes de assumir o desafio. A decisão foi tomada há cerca de um ano, quando percebeu que a situação da equipe exigia uma leitura menos imediatista e mais estruturada.

A base escolhida privilegia a geração 91/92, campeões sul-americanos e mundiais em 2011, que até hoje não conseguiram correspondência total de expectativas. Entre os chamados estão Neymar, Casemiro, Danilo e Alex Sandro. Alguns nomes ficaram pelo caminho ou não se firmaram de vez na seleção, como Oscar, Lucas Moura e Dudu.

O time que deve entrar em campo contra Marrocos, no dia 13 de junho, não se apoia apenas nesse quarteto. Casemiro pode ser titular e capitão, Alex Sandro fica na esquerda, Danilo atua como mentor ou em posições na Z ou na lateral direita, e Neymar entra com a esperança de aliviar a pressão nos momentos críticos.

O Brasil não depende apenas de Casemiro ou Danilo para a sua crise atual, mas os líderes influenciam quem chega. A aposta em Neymar, apoiada pela experiência de Casemiro, gera expectativa, mas também críticas sobre o peso do trunfo. Ancelotti deverá conhecer o jogador no dia 31 de maio, no Maracanã, quando escalará Matheus Cunha titular e ouvirá o clamor pela presença de Neymar na arquibancada.

A ponte para o futuro foi abalada por lesões de Estevão e Rodrygo e pela dependência de alguns jogadores, como Vini Jr e Raphinha, em relação ao status de Neymar. O treinador afirmou que busca a equipe mais resiliente do planeta e ouviu opiniões de várias fontes, inclusive de técnicos com passagem anterior pela equipe. A cada decisão, a meta continua sendo a conquista do título em 2026, com base em um equilíbrio entre passado vitorioso e projeto de futuro.

Convocados

GOLEIROS

Alisson

Éderson

Weverton

DEFENSORES

Danilo (Flamengo)

Wesley

Ibañez

Marquinhos

Gabriel Magalhães

Bremer

Léo Pereira

Alex Sandro

Douglas Santos

MEIO-CAMPISTAS

Casemiro

Fabinho

Danilo (Botafogo)

Bruno Guimarães

Lucas Paquetá

ATACANTES

Neymar

Raphinha

Matheus Cunha

Igor Thiago

Endrick

Luiz Henrique

Rayan

Vinícius Jr

Gabriel Martinelli

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