- A Copa do Mundo de 2026 distribuirá US$ 1 bilhão entre as 48 seleções; o Brasil pode receber US$ 1 milhão por jogador em caso de título, totalizando até US$ 26 milhões para o elenco com 26 convocados.
- O dinheiro da FIFA vai à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e é distribuído aos atletas por meio de acordo interno entre a confederação e os líderes do elenco; parte fica com a CBF para custos operacionais.
- Além do bônus por título, cada seleção recebe pelo menos US$ 9 milhões apenas por participar do torneio; o campeão recebe US$ 75 milhões, enquanto a vice recebe US$ 50 milhões.
- Clubes que cedem jogadores são compensados pela FIFA, em cerca de US$ 10 mil por jogador por dia durante o período de competição; clubes com muitos atletas podem ter repasses significativos.
- O Brasil ficará no Grupo C, com Marrocos, Haiti e Escócia; a estreia é no dia 13 de junho, às 19h, em Nova Jérsei, e o caminho prevê oito partidas até a final, pela nova fase de 16-avos de final.
O Brasil disputa a Copa do Mundo de 2026 com a maior premiação da história do futebol. A FIFA distribuirá US$ 1 bilhão entre as 48 seleções, e há um bônus de US$ 1 milhão por jogador em caso de título. O valor é convertido em cerca de R$ 5,2 milhões por atleta.
O dinheiro chega em dois fluxos: primeiro, direto da FIFA para a CBF, e depois a divisão interna entre a confederação e os jogadores, via negociações com os atletas e seus líderes de grupo. A reportagem explica como funciona esse circuito de pagamentos.
O que a FIFA paga ao Brasil em cada fase
A FIFA paga US$ 75 milhões ao campeão de 2026. A vice fica com US$ 50 milhões, e as atuais fases eliminatórias também geram valores menores. Cada uma das 48 seleções recebe, ao menos, US$ 9 milhões apenas pela participação.
O base de US$ 9 milhões é maior que o mínimo da Copa do Catar, em 2022, quando o valor era US$ 4 milhões. Essa evolução acompanha a ampliação do torneio para 48 equipes e o crescimento de contratos de transmissão.
Como a CBF distribui o dinheiro com os jogadores
O repasse da FIFA vai para a CBF, que negocia os pagamentos com os líderes do elenco. O acordo interno prevê o bônus de US$ 1 milhão por jogador em caso de título, totalizando até US$ 26 milhões para o grupo de 26 convocados.
Esse montante sai da fatia recebida pela seleção campeã, que totaliza US$ 75 milhões. A CBF fica com o restante para cobrir custos operacionais, estrutura da delegação e investimentos na modalidade. Valores para fases anteriores variam conforme a prática de cada ciclo.
O que a Argentina recebeu em 2022
Para entender o salto de 2026, é útil comparar com 2022, no Catar. Naquele ano, a Argentina recebeu US$ 42 milhões pela conquista, conforme o repasse da FIFA à Conmebol. Em 2026, o prêmio para o campeão sobe para US$ 75 milhões, um aumento de 79%.
Esse crescimento reflete a expansão do formato para 48 seleções, além da recuperação de contratos de transmissão e inflação das receitas publicitárias da FIFA no ciclo 2023-2026.
O que a FIFA paga aos clubes que cedem jogadores
Existe ainda um fluxo adicional: a FIFA recompensa clubes que cedem atletas para a Copa. O repasse é de cerca de US$ 10 mil por jogador por dia durante o período em que o jogador está a serviço da seleção.
Clubes que costumam liberar jogadores recebem montantes maiores. Em clubes europeus com várias convocações, os repasses somam milhões de dólares, dependendo do tempo de competição de cada atleta.
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