- Hugo Jinkis, 81 anos, e Mariano Jinkis, 51, embarcaram no fim de semana em Buenos Aires com destino a Nova York, acompanhados de suas esposas.
- Na segunda-feira, começaram negociações para um possível acordo de delação com promotores federais no Brooklyn.
- A confirmação veio ao The New York Times por meio de Francisco Castex, advogado de Mariano Jinkis.
- A aparição ocorre semanas antes da Copa do Mundo nos Estados Unidos, Canadá e México, em meio a investigações de corrupção no futebol internacional.
- Promotores veem potencial vitória no caso, que já resultou em dezenas de condenações desde o início do processo em Zurique, em 2015.
Dois foragidos reaparecem no caso Fifagate, buscando delação nos EUA. Hugo Jinkis, 81, e Mariano Jinkis, 51, viajaram de Buenos Aires a Nova York no fim de semana. Na segunda-feira (18), iniciaram negociações com promotores federais no Brooklyn, em um possível acordo de delação. Francisco Castex, advogado de Mariano, confirmou ao New York Times.
O caso envolve décadas de investigações sobre corrupção no futebol internacional. Promotores dos EUA acusam os Jinkis de pagar propinas a dirigentes para assegurar direitos de televisão e marketing de torneios, entre eles a Copa América. A Argentina bloqueou extradições desde 2016, dificultando ações judiciais no país.
A revelação ocorre semanas antes da Copa do Mundo realizada nos EUA, Canadá e México. O processo já levou a condenações de diversos dirigentes e executivos, com recuperação de milhões de dólares, mas os Jinkis permaneceram longe do tribunal americano até o momento.
Novo movimento no caso FIFA
A presença dos Jinkis em Nova York representa uma reviravolta em meio a um cenário de perdas para o governo dos EUA, que já teve avanços relevantes no combate à corrupção no esporte. Promotores avaliam se as negociações podem resultar em termos de cooperação com autoridades federais.
As negociações ocorrem em meio a uma série de decisões judiciais envolvendo outros réus do caso, incluindo dois condenados pela justiça em 2023. O procurador-geral dos EUA, D. John Sauer, já solicitou a rejeição de acusações contra outros envolvidos, o que pode impactar o andamento do processo.
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