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Arsenal retorna ao topo: trajetória temporada a temporada pelo título

Da queda dos Invincibles ao retorno sob Mikel Arteta, a ascensão de jovens talentos, reveses marcantes e a busca pelo título nas temporadas recentes

Clockwise from top left; Arsenal in 2005, Cesc Fàbregas in 2007, Arsène Wenger says goodbye in 2018, Bukayo Saka in 2022.
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  • Em 2004-05, a invencibilidade do Arsenal de 49 jogos acabou em 24 de outubro de 2004, na derrota controversa para o Manchester United, abrindo espaço para a dominance de Chelsea.
  • Na temporada 2005-06, o time ficou em quarto lugar, mas chegou à final da Liga dos Campeões; no Mark final, Thierry Henry marcou o hat-trick que garantiu a vaga na Liga dos Campeões no último jogo.
  • Em 2007-08, o Arsenal liderou grande parte da Premier League, mas terminou em terceiro após uma sequência de empates e a lesão de Eduardo.
  • 2022-23 viu o Arsenal liderar a liga por 248 dias, com uma equipe jovem; City venceu o título no fim, moldando o retorno pragmático de Mikel Arteta.
  • 2023-24 terminou em segundo com 89 pontos, próximos ao título, após reforços como David Raya e Declan Rice; 2024-25 repetiu o segundo lugar com 74 pontos, incluindo uma semifinal de Champions League pela primeira vez em 16 anos.

O Arsenal vive uma trajetória marcada por altos e baixos desde o fim da era Invincibles até a consolidação sob a gestão de Mikel Arteta. O texto abaixo reconstrói, temporada a temporada, a evolução que levou o clube à disputa de títulos com consistência.

A fase inicial apresentou transições: a derrota que encerrou o recorde de invencibilidade em Old Trafford, em 24 de outubro de 2004, abriu um longínquo período de ajuste. A temporada seguinte trouxe boa performance, mas o Chelsea já despontava como favorito.

Em 2005-06, a equipe terminou em quarto lugar, com a vaga na Liga dos Campeões assegurada na última rodada, após o hat-trick de Thierry Henry contra o Wigan. O francês também marcou presença na despedida do Highbury, em 2006.

2006-07 marcou a mudança para o Emirates, com Henry em transição e Arsenal longe da briga pelo título, ainda que tenha vencido o derby contra o campeão. A temporada ficou marcada por uma sequência ruim em copas.

A temporada 2007-08 levou o Arsenal ao topo por boa parte do campeonato, mas terminou em terceiro. Quatro empates consecutivos em fevereiro e março pesaram, incluindo o jogo trágico de Eduardo da Silva.

Em 2008-09, a regularidade foi prejudicada por jogos sem gols, derrotas internas e uma derrota na semifinal da Liga dos Campeões. A diferença para o título ficou evidenciada pela vantagem de Manchester United.

A década começou com um desempenho sólido porém irregular. 2009-10 viu o primeiro grande sinal de instabilidade, culminando em uma grave sequência de derrotas em abril, que comprometeu a campanha.

2010-11 trouxe oscilações: Wilshere despontava, mas a campanha terminou com quedas dramáticas, apesar de avanços em certos momentos. O time chegou perto de derrotar Barcelona, em nível europeu.

2011-12 ficou marcada pela criação do “troféu da quarta colocação”, com Wenger ainda buscando chegar ao topo. Uma derrota pesada em Old Trafford coexistiu com vitórias impressionantes sobre Spurs e Chelsea.

2012-13 mostrou recuperação para a Liga dos Campeões, com artilheiros variados. A temporada terminou com o time garantindo o passaporte na última rodada.

2013-14 foi de domínio parcial: liderança de boa parte do inverno, mas queda na reta final. Mesmo assim, o Arsenal conquistou a FA Cup, o primeiro troféu em nove anos.

2014-15 levou a uma temporada de reação, com Alexis Sánchez chegando para reforçar a equipe. A fuga do título ficou ausente, mantendo o foco em torneios nacionais e continentais.

2015-16 foi o último desafio de Wenger próximo do título, com segundo lugar e sinais de instabilidade, apesar de vitórias contra o campeão Leicester.

2016-17 encerrou uma era negra para a Champions, com retorno frustrante às portas da Liga dos Campeões, ainda que tenha coroado com a FA Cup.

2017-18 consolidou a distância para o título, encerrando a era Wenger. A equipe ficou longe dos primeiros lugares, com City dominando o cenário inglês.

2018-19 sob o comando de Unai Emery teve lampejos, incluindo a vitória sobre o Spurs, mas terminou sem vaga direta na Liga dos Campeões e sofreu na Europa.

2019-20 a equipe passou por instabilidade, com Emery substituído por Arteta, que guiou a Copa da Inglaterra em meio a uma campanha interrompida pela pandemia.

2020-21, sob Arteta, mostrou resiliência: empate e vitórias em sequência transformaram momentos de crise em pontos de virada, com jovens como Saka, Smith Rowe e Martinelli ganhando protagonismo.

2021-22 ocorreu uma temporada de sinais de evolução, com peças-chave emergentes e decisões técnicas que consolidaram o grupo, abrindo caminho para o que viria a seguir.

2022-23 levou Arsenal a liderar o campeonato por longos períodos, mas a pressão de City resultou no título para o rival. A gestão de Arteta ganhou efeito prático na consistência ofensiva e defensiva.

2023-24 ficou marcado pela chegada de reforços que deram solidez à defesa. O time acabou em segundo lugar, a dois pontos do título, após um final de campeonato disputado.

2024-25 consolidou a regularidade: vice-campeonato com 74 pontos, além de alcançarem a semifinal da Liga dos Campeões pela primeira vez em 16 anos, fortalecendo a posição do clube na elite inglesa e europeia.

Fontes: cobertura de temporada e dados históricos do Guardian, com destaque para as fases de transição, os impactos de Arteta e as vitórias expressivas que moldaram o retorno do Arsenal ao protagonismo.

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