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Brasil entre os países com as camisas da Copa mais caras

Brasil tem a camisa mais cara entre os oito campeões, correspondendo a 17,5% da renda média mensal, segundo o Banco Mundial

Neymar em jogo que eliminou o Brasil da Copa do Mundo, no Catar, em 2022; uniforme de 2026 ainda não entrou em campo — Foto: Suhaib Salem/Reuters
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  • A camisa da seleção brasileira para a Copa do Mundo custa R$ 749,99 nas lojas oficiais, a mais cara entre os oito países que já venceram o torneio, em relação à renda média.
  • Segundo a BBC News Brasil, o preço corresponde a 17,5% da renda mensal per capita no Brasil, calculada pelo Banco Mundial em US$ 859 (aproximadamente R$ 4.289).
  • Se usado o indicador da PNAD Contínua, da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a camisa equivaleria a 22,2% da renda média mensal, ou seja, diferença entre métodos de cálculo.
  • Entre os países listados, a Alemanha é o destino mais barato em termos de comparação de renda, com 3,7% da renda mensal necessária para comprar a camisa; a Itália, Espanha e França ficam entre 4% e 5,9%.
  • Historicamente, o preço da camisa no Brasil tem subido acima da inflação: 1998 custava 84 reais (64,6% do salário mínimo da época); entre Mundiais de 2014 e 2018 houve aumento de 36,7%, e de 2018 a 2022, 55,6%. Para 2026, o valor subiu para 749,99 reais, aumento de 7,1% em relação a 2022.

O estudo realizado pela BBC News Brasil avaliou o preço da camisa oficial da seleção brasileira para a Copa do Mundo em relação à renda da população, comparando Brasil, Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Espanha, Argentina e Uruguai. O objetivo foi entender o peso financeiro do uniforme para torcedores de cada país.

Em números, a camisa do Brasil custa 749,99 reais. Segundo o Banco Mundial, a renda média mensal per capita brasileira fica em 859 dólares, aproximadamente 4.289 reais. O levantamento usa esse indicador para comparação internacional, não o dado do IBGE.

Para o Brasil, isso representa cerca de 17,5% da renda média mensal. O PIB brasileiro, convertido em dólares, e dividido pela população, sustenta esse parâmetro de referência adotado pela reportagem.

Países com menor peso da camisa na renda

Entre os países que já venceram o torneio, a relação preço-renda é mais elevada no Brasil e em outros dois sul-americanos. Na Europa, o custo da peça fica entre 3,7% e 5,9% da renda mensal média, conforme o país.

Na Alemanha, a camisa equivale a 3,7% da renda mensal; na Inglaterra, 4%; na França, 4,8%; na Itália, 5,2%; e na Espanha, 5,9%. Argentina e Uruguai apresentam os percentuais mais altos entre os listados europeus, mas ainda assim menores que o Brasil.

No total, o Brasil fica com 17,5% da renda média, superando em muito a fatia de cada país europeu.

Variação de preço no Brasil ao longo do tempo

Historicamente, o preço da camisa sempre foi alto no Brasil. Em 1998, antes da Copa da França, a peça custava 84 reais, correspondendo a 64,6% do salário mínimo da época. Naquele ano, a Nike passou a produzir o uniforme em parceria com a CBF.

Mesmo com reajustes, a valorização da camisa superou a inflação. Se ajustada pelo IPCA, 84 reais de 1998 equivaleriam hoje a cerca de 438 reais, 312 reais abaixo do valor atual. Entre Mundiais de 2014 e 2018, o aumento foi de 36,7%.

Entre 2018 e 2022, houve alta de 55,6%, com preço passando de 449,90 para 699,99 reais. O IPCA apontava inflação de 29,1% no período, sugerindo que a peça poderia custar até 581 reais pela inflação.

Para a Copa que acontece no Canadá, EUA e México a partir de 11 de junho, o preço subiu 7,1%, de 699,99 para 749,99 reais, ainda acima da inflação acumulada naquele intervalo.

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