- O gaúcho Salomão Furer Júnior terá quatro camisas da Seleção expostas no Museu do Futebol, em São Paulo, na mostra Amarelinha que abre nesta sexta-feira.
- A exposição traz dezoito uniformes originais usados entre 1958 e 2022, incluindo peças de Waldir Peres (1982), Sócrates (1986), Branco (1994) e Ronaldo (1998).
- Salomão acumula mais de setecentas camisas usadas por jogadores da seleção e guarda ainda mais de mil itens na coleção.
- Entre os itens destaque, há um calção usado por Ronaldo na Copa do Mundo de duas mil e duas, presente de um amigo de Santa Catarina, que chegou a ser pedido de volta pelo jogador.
- O colecionador afirma que a peça de Ronaldo pode ter sido usada na final do pentacampeonato; ele integrará quatro camisas na exposição, além de lembrar a relação emocional com o futebol desde a infância.
A exposição Amarelinha, que abre nesta sexta-feira no Museu do Futebol, em São Paulo, reúne 18 uniformes originais usados pela Seleção entre 1958 e 2022. Entre os itens, estão quatro da coleção do torcedor Salomão Furer Júnior: Waldir Peres, Sócrates, Branco e Ronaldo.
Salomão, natural de São Leopoldo, tem mais de 700 peças usadas por jogadores da seleção. Em entrevista, ele afirma que ver as camisas em um espaço dedicado à história do futebol valida décadas de dedicação ao acervo.
Entre as peças destacadas está a camisa usada por Ronaldo na Copa de 1998, considerada pelo colecionador uma das mais valiosas da coleção. Também está em exibição um calção usado pelo atacante na Copa de 2002, que ele recebeu de um amigo de Santa Catarina.
O calção foi presenteado ao colecionador por alguém que Garanta ter visto Ronaldo usar a peça na Copa. Salomão relata que o item já foi apresentado aos integrantes da Rede Ronaldo, que gravaram o momento e enviaram ao jogador, que pediu a devolução, mas o objeto permaneceu com a coleção.
Além de Ronaldo, a mostra exibe a camisa de Zico usada nas Eliminatórias de 1982, com assinatura do ídolo. Salomão afirma que a peça tem valor afetivo por remeter a uma infância dedicada ao futebol.
No acervo total da coleção, há ainda itens como uma camisa de 1987 com patrocínio gráfico, usada em amistoso contra o Chile. O evento gerou controvérsia na época e hoje integra o conjunto de curiosidades da história da seleção.
Salomão destaca que a curadoria envolve checagem de cada detalhe, como etiqueta, local de fabricação, bordados e tecido, para confirmar o uso em jogos. No conjunto maior, há mais de mil itens, incluindo grama do Estádio de Yokohama.
Para o colecionador, o objetivo é preservar o DNA do futebol brasileiro. Ele ressalta que a camisa que vestiu um craque em momentos decisivos carrega memórias da seleção e da vida das famílias ligadas ao futebol.
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