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Hotéis nos EUA enfrentam queda de reservas antes da Copa do Mundo

Oito em dez hotéis das cidades-sede registram demanda menor que a esperada antes da Copa, sinalizando possível impacto econômico

Material promocional de Los Angeles como cidade-sede da Copa do Mundo 2026
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  • A AHLA afirma que oito em cada dez hotéis nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2026 registram demanda abaixo do esperado.
  • Hotéis em cidades como Kansas City, Houston, Miami e Nova York não tiveram o aumento de reservas previsto em relação ao mesmo período do ano anterior; o Wanderstay Boutique Hotel, em Houston, está com cerca de quarenta e cinco por cento da ocupação, ante setenta por cento no ano passado.
  • Fatores citados incluem o clima político nos Estados Unidos, ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e preços elevados de ingressos; a alta procura por tornarem-se espanhol pode gerar incertezas entre torcedores.
  • A FIFA informou que já foram vendidas mais de cinco milhões de entradas para a competição, com variação de preços para evitar cambismo, indo de valores baixos a altos.
  • O governo americano criou um grupo de trabalho para a Copa e isentou torcedores de cinquenta países de depósito de quinze mil dólares para solicitações de visto, desde que comprovem ingresso válido.

A atuação dos hotéis nos EUA diante da Copa do Mundo de 2026 revela um cenário de reservas abaixo do esperado. Em várias cidades-sede, empresários da hospitalidade dizem que o torneio, que começa em junho, não gerou ainda o pico de demanda previsto.

Em Kansas City, Houston, Miami e Nova York, anúncios temáticos pontuam a paisagem, mas a ocupação não acompanha esse encanto. Segundo associações do setor, oito em cada dez hotéis observam demanda aquém do usual de verão, com recepção de visitantes abaixo do esperado para o período.

A proprietária do Wanderstay Boutique Hotel, em Houston, relata surpresa com o ritmo de reservas. Ela cita que, em fevereiro, março e abril, as vagas ainda estavam longe de esgotar. O empreendimento fica próximo à área de torcedores e a caminho dos estádios.

No Wanderstay, a taxa de ocupação para o período do Mundial está em 45%, ante 70% no mesmo intervalo do ano anterior. A empresária aponta fatores como clima político, custos de vida elevados e preços altos dos ingressos como desdobramentos que afetam as reservas.

Ambiente de hospedagem

A AHLA (Associação Americana de Hotéis e Acomodações) confirma a tendência de menor demanda nas cidades-sede. A entidade aponta que a percepção de relevância do evento não se traduziu em um aumento robusto de reservas, mesmo com o otimismo inicial dos hotéis.

A presidente da AHLA, Rosanna Maietta, cita a guerra no Irã como um elemento que influencia o cenário, além de lembrar que parte dos torcedores pode estar esperando confirmar a cidade onde as partidas ocorrerão antes de reservar. A plataforma Airbnb classifica a Copa de 2026 como o maior evento de hospedagem de sua história.

Entre torcedores, há relatos de gastos elevados para acompanhar a seleção de seus países. Alguns fãs planejam viagens longas e estadas em diferentes cidades para acompanhar a campanha, com orçamentos que, segundo participantes, variam conforme o país e as partidas assistidas.

Perspectivas e ações locais

Quem administra hotéis em cidades com jogos espera um aquecimento à medida que o torneio se aproxima. Em Kansas City, o Fontaine Hotel relata situação semelhante à do ano anterior, com expectativa de aceleração perto das partidas e iniciativas locais para atrair hóspedes, como a Copa Culinária temática.

A expectativa também funciona como estímulo para eventos organizados pelos hotéis, visando manter o interesse do público local e de visitantes. Em Atlanta, o Hotel InterContinental Buckhead observa o mesmo ritmo, mas sinaliza otimismo com um pico de última hora.

A Fifa informa que a demanda por ingressos tem mostrado números elevados, com mais de cinco milhões de entradas vendidas. Em resposta, autoridades públicas trabalham para facilitar a participação de torcedores estrangeiros, incluindo medidas de vistos para quem já possui bilhetes válidos.

A Casa Branca criou um grupo de trabalho para acompanhar a Copa, buscando reduzir entraves para hóspedes internacionais. Medidas de flexibilização de vistos para torcedores de 50 países estão entre as ações anunciadas, com foco em manter a mobilidade durante o evento.

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