- A MLS está conversando com a International Football Association Board (Ifab) sobre testar um relógio parado em partidas.
- O objetivo é parar o tempo para lesões, substituições e jogadas previstas, algo que difere do relógio contínuo tradicional.
- A MLS já utilizou o relógio parado entre 1996 e 1999 e voltou a estudar o modelo em discussões atuais.
- A Ifab não debateu seriamente esse formato desde 2017, mantendo foco em outras mudanças para reduzir perda de tempo.
- Caso haja avanço, os testes costumam ocorrer primeiro no Next Pro, a liga de desenvolvimento, antes de avaliar aplicação mais ampla.
O Major League Soccer (MLS) informou que manteve contatos com a International Football Association Board (Ifab) para avaliar a possibilidade de testar um relógio parado em partidas. A pauta envolve pausas para lesões, substituições e cobranças de bola parada.
A discussão foi confirmada por Paul Grafer, vice-presidente de competição da MLS, em conversa com o Guardian. O objetivo é investigar como um relógio que pare durante interrupções poderia reduzir táticas de manipulação de tempo.
Ali Curtis, vice-presidente executivo de desenvolvimento esportivo da MLS, afirmou ao Guardian que houve conversas preliminares com a Ifab sobre inovações, incluindo um relógio parado e maior transparência na marcação do tempo. As evoluções buscadas também contemplariam medidas para melhorar a consistência e o entendimento do público.
A Ifab não é estranha a alterações nesse campo. A organização discutiu pela última vez o relógio parado em 2017, optando por mudanças mais sutis nas regras. Antes da Copa do Mundo de 2022, foram implementadas diretrizes para combater perda de tempo, com árbitros acrescentando acréscimos de tempo ao final das partidas.
Fontes da Ifab disseram ao Guardian que o MLS enfrentaria dificuldades para aplicar mudanças significativas na marcação do tempo. O fórum avaliaria, no entanto, testes sob interesse mais amplo, o que, no momento, ainda é limitado.
Nos últimos anos, a MLS tem atuado como campo de teste para mudanças de regras e tecnologias que, depois, ganham adoção global. Medidas contra perda de tempo e interrupções, já testadas na liga de desenvolvimento MLS Next Pro, ganharam perfil internacional e foram incorporadas a regras do jogo.
Paul Grafer indicou que qualquer ajuste no tempo seria encaminhado por meio de propostas formais à Ifab, com início de testes normalmente no Next Pro. Os dados coletados ajudariam a decidir sobre a viabilidade de adoção geral.
A discussão atual mantém o tom exploratório. Curtis ressaltou que o tema reflete um movimento mais amplo no futebol global para modernizar o esporte sem perder a essência do jogo.
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