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MP-SP autoriza apuração de intervenção judicial no Corinthians

Promotores do Ministério Público de São Paulo podem iniciar investigações para avaliar eventual necessidade de intervenção judicial no Corinthians, após rejeição de recurso do clube

Os promotores Luiz Ambra e André Pascoal, da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, estão autorizados a iniciar as investigações. Na imagem, uma camisa do Corinthians
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  • O Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo decidiu manter o inquérito civil que investiga a possível necessidade de intervenção judicial no Corinthians, dando continuidade ao procedimento iniciado em dezembro de 2025.
  • Os promotores Luiz Ambra e André Pascoal, da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, estão autorizados a iniciar as apurações.
  • O clube havia apresentado recurso com efeito suspensivo que interromperia o andamento, mas o recurso foi rejeitado pelo Conselho Superior em 19 de maio de 2026.
  • O inquérito, conduzido pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, baseia-se em 25 apontamentos do promotor Cássio Conserino sobre possíveis irregularidades na gestão do clube.
  • Se ficar comprovada a necessidade de intervenção, o Ministério Público apresentará ação civil pública; a decisão final cabe à Justiça.

O Ministério Público de São Paulo autorizou a continuidade de um inquérito civil que apura a possível necessidade de intervenção judicial no Corinthians. A decisão foi tomada pelo Conselho Superior na terça-feira, 19 de maio de 2026, após rejeitar recurso do clube.

Promotores Luiz Ambra e André Pascoal, da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, ficarão responsáveis pela investigação. O objetivo é avaliar se procede ou não a intervenção judicial, medida considerada a mais grave em casos como este.

O inquérito civil foi aberto em dezembro de 2025 pela Promotoria. O clube recorreu com efeito suspensivo, o que interrompeu o andamento durante meses. O Conselho Superior analisou o recurso e manteve a continuidade das apurações.

O caso é conduzido pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social. Durante a paralisação, o promotor Cássio Conserino encaminhou documentos e pedidos aos responsáveis pelo caso, buscando dar andamento às investigações.

Em 24 de fevereiro de 2026, o Conselho Superior determinou o retorno do procedimento para confirmar a validade da distribuição interna da investigação. Após esse reacomodamento, o caso foi retomado e concluído na 3ª feira, 19 de maio.

Conteúdo do inquérito e próximos passos

O inquérito se baseia em 25 apontamentos apresentados por Cássio Conserino, incluindo laudos de auditorias externas, denúncias contra ex-dirigentes e apurações sobre supostos desvios. A Promotoria já apontou potenciais indícios de irregularidades em diversas frentes.

Entre os itens listados estão denúncias de associação criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo o ex-presidente Augusto Melo, além de suspeitas contra Andres Sanchez e Roberto Gavioli. Também aparecem investigações sobre outros ex-dirigentes e supostos desvios de material esportivo.

Outros pontos apontados tratam de temas como inconformidades com o sistema de compliance, contratos considerados lesivos ao clube e aumento da folha salarial. O conjunto de denúncias motiva a avaliação da necessidade de intervenção judicial.

Há ainda ações judiciais em andamento movidas por integrantes do clube que pleiteiam a intervenção no Corinthians. O MP já se posicionou contra limitar a concessão de liminar, lembrando que o clube precisa ser ouvido e que o inquérito civil segue suspenso até nova definição.

Caso o MP conclua pela necessidade de intervenção, deverá entrar com ação civil pública solicitando a medida. A decisão final permanece a cargo da Justiça, já que o MP não tem competência para decretar a intervenção de forma imediata.

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