- Brasil participou da Copa do Mundo de 1938 na França, sob liderança de Leônidas da Silva, marcando a primeira grande campanha e superando crises internas dos anos anteriores.
- A CBD e a Federação Brasileira de Futebol voltaram a atuar unidas, mantendo o elenco com jogadores de Rio de Janeiro e São Paulo; destaque para Leônidas, do Flamengo, com outros remanescentes de 1934.
- Na estreia, o Brasil venceu a Polônia após grandes gols de Leônidas e Perácio, com o Brasil vencendo na prorrogação e Leônidas marcando o famoso gol sem chuteira.
- Nas quartas de final, confronto com a Tchecoslováquia, conhecido como Batalha de Bordeaux; empate na prorrogação e vitória brasileira no jogo extra, garantindo a classificação.
- Na semifinal, o Brasil foi eliminado pela Itália em duelo marcado por pênalti convertido e depois pela derrota na disputa pelo terceiro lugar, vencido pela Suécia; Leônidas terminou como artilheiro do Mundial com sete gols.
O Brasil teve sua primeira grande campanha na Copa do Mundo em 1938, disputada na França. Liderada por Leônidas da Silva, a equipe mostrou evolução após as crises internas de 1930 e 1934. A CBD e a Federação se uniram para formar um elenco mais coeso, mesmo com maioria de jogadores de Rio e São Paulo.
A Seleção chegou a Paris com preparação adequada, via navio Arlanza, após uma travessia de cerca de 14 dias. O time entrou em campo com 16 seleções no formato de mata-mata, com jogos extras em caso de empate. O objetivo era mostrar o talento brasileiro ao mundo.
A estreia com 11 gols
A primeira partida foi contra a Polônia. Leônidas abriu o placar, mas Wilimowski converteu pênalti cobrando de Scherfke. Em seguida, Leônidas lançou Romeu para o segundo, e Perácio ampliou. No segundo tempo, o jogador polonês voltou a marcar, levando a decisão à prorrogação, onde Leônidas brilhou com dois gols.
Na prorrogação, Leônidas marcou o quinto, e completou o sexto após falha do goleiro adversário. Wilimowski ainda anotou o quarto dele, mas o Brasil avançou, consolidando a estreia com vitória e a marca de Leônidas como destaque.
Avanço contra a Tchecoslováquia
Nas quartas, o Brasil enfrentou a Tchecoslováquia, definida pela imprensa como a atual vice-campeã. O jogo de ida terminou empatado após expulsão de Zezé Procópio e pênalti convertido por Nejedlý. Ainda na primeira partida, Perácio abriu o placar para o Brasil, com Leônidas completando.
A partida terminou empatada na prorrogação, e houve nova partida extra 48 horas depois, com mudanças táticas de ambos os lados. Leônidas voltou a balançar as redes, equilibrando o marcador, e Roberto garantiu a classificação com um gol cinco minutos após o empate.
Eliminação com bobeada e terceiro lugar
Sem Leônidas, o Brasil enfrentou a Itália, campeã na época. O placar ficou aberto até os minutos finais, quando um pênalti convertido por Meazza abriu o marcador. Domingos da Guia cometeu pênalti, ampliando a vantagem italiana. Romeu descontou, mas já era tarde.
A CBD adiou a saída para Paris, e o Brasil viajou de trem para a disputa do terceiro lugar. Diante da Suécia, a seleção brasileira virou o jogo: Jonasson abriu o placar, Romeu diminuiu, e Leônidas virou com um chute potente. O artilheiro do Mundial somou sete gols e ficou conhecido como Diamante Negro.
Convocados e resultados
Entre os convocados estavam goleiros Batatais e Walter, zagueiros Domingos da Guia, Jaú e Machado, meio-campistas como Brandão e Zezé Procópio, além de atacantes como Leônidas, Perácio e Patesko. A campanha levou o Brasil ao 3º lugar.
No Mundial, a Itália sagrou-se campeã ao vencer a Hungria por 4 a 2 na final. Leônidas, com sete gols, foi o artilheiro brasileiro da competição, consolidando a reputação da Seleção no cenário internacional.
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