- O novo uniforme titular do Athletic Bilbao para a temporada 2026/2027 traz um mapa do País Basco abaixo da gola, gerando controvérsia.
- A União do Povo Navarro (UPN) enviou à Real Federação Espanhola de Futebol um comunicado dizendo que a representação é prejudicial por ignorar a realidade jurídica e institucional de Navarra.
- Segundo o partido, Navarra não quer ser associada à região basca.
- O modelo foi criado com o conceito “contar a história do clube” e deve estrear no sábado, no dia vinte e três de maio de dois mil e vinte e seis, contra o Real Madrid.
- A disputa envolve o conceito de Euskal Herria, região histórica que abrange sete províncias, com Navarra mantendo governo próprio e tensões históricas desde o período de Franco.
O novo uniforme do Athletic Bilbao, apresentado nesta semana, traz na barra inferior o mapa do País Basco, incluindo Navarra, o que gerou reação política na Espanha. O clube planeja a estreia da peça na rodada final da La Liga, no sábado, diante do Real Madrid.
A disputa envolve o mapa que acompanha o conceito do modelo, com o slogan Contar a História do Clube. A UPN enviou comunicado à Real Federación Española de Fútbol alegando que a representação é prejudicial por ignorar a realidade jurídica de Navarra e a vontade de sua população de não ser associada ao País Basco.
Segundo a UPN, Navarra não deseja ser apresentada como parte da região basca. O posicionamento ocorre em meio a tensões históricas entre administrações de Navarra e o governo do País Basco, com repercussões políticas locais.
A peça foi divulgada na última quarta-feira (20 de maio) e visa discutir a história da instituição, segundo o clube. O choque político envolve partidos conservadores e o debate sobre identidades regionais na Espanha.
Contexto histórico
Navarra compartilha raízes históricas com o universo basco, mas mantém governo e parlamento próprios. Parte da classe política local rejeita a integração administrativa ao País Basco, alimentando disputas sobre identidade regional.
Durante a ditadura de Franco, a repressão a línguas locais e movimentos separatistas intensificou tensões. Grupos extremistas surgiram nessa época, como a ETA, que atuou até encerrar atividades em 2011, em defesa de uma agenda independentista.
Entre na conversa da comunidade