- Andrés Sanchez foi expulso do quadro associativo do Corinthians pela votação do Conselho Deliberativo nesta segunda-feira, 25, no Parque São Jorge, após acusação de uso indevido do cartão corporativo para gastos pessoais.
- A expulsão teve 112 votos favoráveis (67,1%), 49 contrários (29,3%) e 6 abstenções (3,6%) entre 167 conselheiros presentes; o comparecimento foi de 58,8% do total de conselheiros.
- A decisão seguiu parecer da Comissão de Ética, que recomendou a expulsão; Sanchez poderá ser formalmente notificado e recorrer à Justiça.
- O Ministério Público identificou despesas pessoais de aproximadamente R$ 480.169,60 com o cartão corporativo entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021; o ex-presidente teria ressarcido o clube em 15.000 reais, mas o MP solicita 101.000 reais.
- Manifestantes de torcidas organizadas protestaram em frente ao Parque São Jorge contra a expulsão, com mensagens de apoio ao clube e críticas aos conselheiros.
Andrés Sanchez foi expulso do quadro associativo do Corinthians após votação do Conselho Deliberativo nesta segunda-feira (25), no Parque São Jorge. A decisão ocorreu por acusação de uso indevido do cartão corporativo para despesas pessoais e pode ter efeito imediato, com notificação formal ao ex-presidente.
A votação teve 112 votos a favor (67,1%), 49 contra (29,3%) e 6 abstenções (3,6%), entre 167 conselheiros presentes. O comparecimento alcançou 58,8% do total de conselheiros ativos. A decisão seguiu o parecer da Comissão de Ética, que recomendava a expulsão.
Segundo o presidente em exercício do Conselho, Leonardo Pantaleão, o julgamento é colegiado e não depende de assembleia-geral. Sanchez pode recorrer à Justiça, sob argumento de possíveis vícios no procedimento que levou à expulsão, conforme explicação de especialista ouvido pela defesa.
Do lado de fora, torcedores organizados protestaram, com faixas contra a permanência de Sanchez no quadro associativo. Entre as mensagens, houve cobranças pela responsabilização e pela defesa dos interesses do clube.
Acusação e contexto
A acusação envolve uso de despesas pessoais mostradas em relatório do Ministério Público, que aponta gastos de aproximadamente 480 mil reais com o cartão corporativo entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021. Entre as compras estão itens de luxo, hospedagem e restaurantes.
Sanchez foi presidente entre 2007-2011 e 2018-2020, later seguido como conselheiro vitalício e membro do Conselho de Orientação, órgão fiscalizador do estatuto. Ele admite ter confundido o cartão corporativo com o pessoal e ressarriu o clube em 15 mil reais, conforme declaração à época. O MP solicita ressarcimento adicional de cerca de 101 mil reais.
Desdobramentos posteriores
O caso permanece sob avaliação jurídica, com possíveis ações contra a decisão perante o Judiciário. O Corinthians não se manifestou mais novamente sobre o tema, limitando-se a registrar que a expulsão tem efeito imediato, ressalvando o direito de defesa do ex-presidente.
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