- México coordena com Estados Unidos e Canadá protocolos de vigilância para a Copa do Mundo, visando evitar contágios de ébola.
- A República Democrática do Congo disputará seus jogos da fase inicial em estádios dos EUA e do México.
- A Organização Mundial da Saúde classificou o surto na Congo como extremamente grave e que pode se espalhar para outros países africanos.
- Nos Estados Unidos, o Congo deverá ficar 21 dias isolado antes de entrar no país; estreia em 17 de junho contra Portugal, em Houston.
- O segundo jogo será contra a Colômbia em Guadalajara; o centro de treinamento fica em Houston; o último jogo ocorre em 27 de junho, em Atlanta, contra o Uzbequistão; a Copa espera mais de cinco milhões de turistas.
O governo do México informou nesta terça-feira que está coordenando com os Estados Unidos e o Canadá protocolos de vigilância para a Copa do Mundo, com o objetivo de prevenir contágios de Ebola durante o torneio.
A medida envolve a República Democrática do Congo, que disputará seus jogos da fase inicial em estádios no México e nos EUA. A OMS alertou que a epidemia congolesa é grave e pode atingir outros países africanos.
Segundo o secretário de Saúde mexicano, David Kershenobich, as ações incluem isolamento e monitoramento próximo por equipes dos setores de saúde e turismo, no contexto do evento esportivo. As ações buscam evitar deslocamentos de risco entre cidades-sede.
Nos EUA, foi anunciado que a seleção congolesa deverá cumprir 21 dias de isolamento antes de ingressar no país, onde estreia em 17 de junho contra Portugal, em Houston. O segundo encontro ocorre em Guadalajara, no México, e o último desafio na fase de grupos será em Atlanta, contra o Uzbequistão.
A seleção congolesa deverá ter centro de treinamento em Houston durante a Copa. O torneio deverá receber muitos turistas, com estimativa de mais de cinco milhões de visitantes na região da Copa do Mundo da América do Norte.
A OMS aponta que o surto atual é da cepa Bundibugyo, sem vacina ou tratamento específico. Até o momento, são registradas mais de 900 casos suspeitos globalmente e pelo menos 10 mortes ligadas à doença. Uganda é o segundo país africano afetado com casos confirmados.
As medidas anunciadas visam manter a normalidade dos jogos sem comprometer a segurança sanitária de torcedores, atletas e equipes envolvidas. Não houve referência a alterações no calendário oficial nem a cancelamentos de partidas.
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