- A seleção alemã se reúne na Baviera para 18 dias de preparação para a Copa do Mundo de 2026, que terá Canadá, Estados Unidos e México como países-sede.
- O clima na Alemanha é de desânimo, sem decoração ou eventos públicos, em comparação com a empolgação de 2006.
- Mainz 05 não vai abrir o estádio para assistir aos jogos, citando custos com segurança; a estreia é em 14 de junho, às 19h, contra Curaçao.
- O desânimo está ligado a hostilidade percebida aos países anfitriões recentes e ao desempenho recente da Alemanha; há queda de interesse, mesmo com o alto interesse inicial por ingressos antes do torneio.
- O técnico Julian Nagelsmann enfrenta críticas; há polêmicas sobre escolhas, como manter Neuer; a equipe fará amistosos contra Finlândia e Estados Unidos, com base na Carolina do Norte.
A seleção alemã de futebol se reúne nesta quarta-feira, na Baviera, para iniciar a preparação para a Copa do Mundo de 2026. A Nationalmannschaft terá 18 dias antes da estreia, em 14 de junho, em território ainda a confirmar pela organização.
O torneio ocorre no formato de país-sede triplo: Canadá, Estados Unidos e México. Mesmo com planejamento, o clima na Alemanha é de desânimo tanto com a equipe quanto com a organização do evento.
A imprensa alemã debate o tema. Um comentarista do Nordkurier compara o cenário atual a uma visita ao dentista, citando a Copa de 2006 como referência de mobilização. Hoje, a efervescência parece distante em relação ao passado.
Em 2014 a Alemanha celebrou o tetracampeonato, mas, após a goleada de 7 a 1 na semifinal, a mobilização esfriou. Este ano não há decoração elevada nem eventos públicos em grande escala.
Mainz, por exemplo, não organizará telões para exibir jogos. O Mainz 05 também não colocará o estádio à disposição para encontros de torcedores, citando custos de segurança e logística por causa dos horários.
A estreia alemã está marcada para 14 de junho, às 19h, contra Curaçao, adversário de pouca estrelato na fase inicial. O cenário externo influencia o interesse do público e o ritmo de engajamento nas ruas.
Anfitriões e clima político
O papel do país anfitrião pesa na percepção pública. A temporada de 2014 continua como marco de mobilização, após o qual governos e opiniões públicas passaram a ver com ressalvas as edições sediadas pela Rússia, Catar e, agora, pelos Estados Unidos.
Pesquisas indicam que 71% dos alemães não veem os EUA como parceiro confiável, o que pesa na percepção sobre a competição. Ainda assim, os ingressos mostraram interesse inicial, ficando entre os maiores números de pedidos após Inglaterra e Colômbia.
O custo de participação também é relevante. Pacotes para acompanhar a Alemanha na fase de grupos podem chegar a 8 mil a 9 mil euros por pessoa, incluindo passagens, hospedagem e deslocamentos. A busca por pacotes está abaixo do esperado, segundo agências de viagem.
A Federação Alemã de Futebol lançou, há duas semanas, uma campanha para estimular o público, com depoimentos de jogadores para atrair principalmente a torcida jovem. Desde o último título, há 12 anos, a nova geração não vivenciou conquistas recentes.
O histórico recente da seleção também influencia o sentimento. Eliminatórias precoces em 2018 e 2022 reforçam a percepção de queda de qualidade no futebol alemão, contribuindo para o desinteresse observado.
Antes da estreia, a Alemanha ainda terá amistosos contra Finlândia e Estados Unidos, com a base concentrada na Carolina do Norte. A sequência de jogos prepara o elenco para o início do torneio.
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