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História do Pelé paquistanês ganha destaque no esporte

Abdul Ghafoor, considerado o maior jogador paquistanês, rejeitou propostas no exterior para defender a seleção, mantendo vivo o legado do futebol local

Abdul Ghafoor, o Pelé paquistanês
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  • Abdul Ghafoor, conhecido como o “Pelé paquistanês”, foi o maior jogador da história paquistanesa e atuou pela seleção entre 1959 e 1967.
  • Destacou-se em torneios regionais, como a Copa da AFC e o Torneio Merdeka de 1962, sendo considerado um dos melhores da Ásia na época.
  • Recusou propostas externas, priorizando representar o Paquistão, e nunca disputou a Copa do Mundo.
  • Em 1974, aos 36 anos, capitaneou o Paquistão nos Jogos Asiáticos; manteve a carreira até depois dos cinquenta e contribuiu para o desenvolvimento local em Karachi.
  • A história de Ghafoor, de ascendência africana e ligado aos Sidhi, inspira o autor a explorar cruzamentos culturais e migratórios no futebol, tema ligado ao projeto “Onze Pelés” e à diáspora africana.

Abdul Ghafoor, o Pelé paquistanês, é retratado neste relato com foco na sua relevância no futebol do Paquistão, na década de 1960, e na memória que deixou no esporte. A matéria acompanha a visão do jornalista Sean Jacobs, que conheceu a história durante contatos com Davy Lane, de Liverpool.

Ghafoor atuou pela seleção paquistanesa entre 1959 e 1967, marcando presença em torneios como a AFC Cup e o Torneio Merdeka de 1962. Apesar de propostas para jogar no exterior, ele permaneceu representando o país, recusando ofertas para defender times no Golfo Pérsico.

Além da seleção, atuou em clubes da região de Karachi e do que hoje é Bangladesh, então Paquistão Oriental. O atacante ganhou reputação como um dos melhores do Paquistão e símbolo de um futebol que então lutava por espaço nos grandes palcos.

Origem e Carreira

Ghafoor era de ascendência africana, pertencente à comunidade Sidhi do Paquistão. Sua origem contribuiu para a comparação com Pelé, pela forma de jogar e pelo apelido que recebeu.

O jogador manteve atividade até bem depois dos cinquenta anos, inclusive capitaneando o Paquistão nos Jogos Asiáticos de 1974. Ao se aposentar, dedicou-se ao desenvolvimento de talentos locais em Karachi.

Legado e Controvérsias

Ao falecer em 2012, aos 74 anos, foi lembrado como atleta e mentor, com problemas de saúde atribuídos à falta de apoio institucional. A história de Ghafoor é apresentada como parte de uma diáspora esportiva que conectou continentes.

A narrativa de Davy Lane sobre a ideia de um livro sobre jogadores apelidados de Pelé ganhou vida apenas como projeto, mas a figura de Abdul Ghafoor permanece como referência do futebol paquistanês. Jacobs, que escreveu para várias publicações, mantém viva a memória do atleta.

Fonte: texto do jornalista Sean Jacobs, que integra o corpo docente da The New School e editor do Africa is a Country.

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