- Brasil disputou a Copa do Mundo de 1978 na Argentina, com a expectativa de conquistar o tetra, mas a campanha ficou marcada por polêmicas.
- Na primeira fase, houve empate com Suécia e Espanha, com controvérsia sobre o fim do jogo diante dos suecos e críticas à atuação dos árbitros.
- Na segunda fase, o Brasil venceu o Peru e chegou à liderança do grupo; houve o duelo duro com a Argentina, conhecido como “A Batalha de Rosário”, que terminou sem gols.
- Na última rodada, o time brasileiro venceu a Polônia, mas a Argentina goleou o Peru por seis a zero, o que eliminou o Brasil.
- O Brasil ficou em terceiro lugar; os artilheiros brasileiros foram Roberto Dinamite e Dirceu, enquanto a Argentina tornou-se campeã ao derrotar a Holanda na final.
Quatro anos depois de ficar atrás dos europeus, o Brasil disputou a Copa do Mundo de 1978, na Argentina, buscando o tetra em casa. A campanha ficou marcada por polêmicas que acompanharam a equipe durante o torneio.
Sob o comando de Osvaldo Brandão, substituto de Zagallo, a Seleção passou por mudanças no elenco e na direção técnica. Em eliminatórias contábeis difíceis, houve reavaliação interna sobre quem deveria ir ao Mundial.
Na primeira fase, o Brasil ficou com um rendimento irregular. A estreia foi contra a Suécia, com derrota polêmica no segundo tempo, e houve novo empate diante da Espanha. A classificação veio com a vitória sobre o Peru na rodada decisiva.
Primeira fase com sustos
A abertura diante da Suécia gerou controvérsia após o árbitro encerrar o jogo com a bola ainda no ar, após cobrança de escanteio de Nelinho. Reinaldo igualou o marcador, mas o time foi alvo de críticas por falhas ofensivas.
Diante da Espanha, o time sofreu com mudanças táticas, com Toninho Cerezo improvisando no meio e Rivalino fora. A imprensa internacional destacou falhas de infiltração da defesa brasileira, com Amaral salvando a equipe em lance defensivo arriscado.
A vitória desejada saiu no último jogo contra o Peru. Roberto Dinamite marcou aos 40 minutos, definindo a classificação para a segunda fase com o apoio de um cruzamento de Gil.
A polêmica segunda fase
Na segunda fase, o Brasil começou com triunfo sobre o Peru por 3 a 0, consolidando ofensiva com Dinamite marcando dois gols. Dirceu cobrou falta para abrir o marcador, consolidando a atuação no estágio seguinte.
O grande momento da fase foi o clássico contra a Argentina, conhecido pela dureza das entradas. O empate sem gols manteve o Brasil na liderança do grupo, contribuindo para as expectativas de vaga na final.
Na rodada final, o confronto com a Polônia encerrou a participação brasileira na fase de grupos. Nelinho abriu o placar, Dinamite ampliou e o Brasil terminou com vantagem de 3 a 1.
A derrota e o contexto histórico
A Argentina, jogando em casa, precisava apenas de empate para avançar e superou o Peru por 6 a 0 na partida que elevou as suspeitas em torno do torneio. A vitória eliminou o Brasil, que disputou o terceiro lugar diante da Itália.
A disputa terminou com o Brasil em terceiro lugar no torneio. Artilheiros brasileiros foram Roberto Dinamite e Dirceu, ambos com três gols cada. A Argentina sagrou-se campeã, ao vencer a Holanda na final por 3 a 1.
Convocações e transparência
A lista de convocados incluiu Leão, Waldir Peres, Toninho, Nelinho, Rodgrigues Neto, Oscar, Amaral, Edinho, Abel, Poloazzi, Toninho Cerezo, Zico, Rivellino, Batista, Dirceu, Chicão, Zé Sérgio, Reinaldo, Gil, Jorge Mendonça e Roberto Dinamite.
Ficha técnica
Campeã: Argentina; vice: Holanda; final: Argentina 3 x 1 Holanda. Artilheiros da competição: Mario Kempes, 6 gols. Brasil ficou em 3º lugar; artilheiros do Brasil: Dinamite e Dirceu, com 3 gols cada. Resultados do Brasil na Copa: 1 x 1 Suécia, 0 x 0 Espanha, 1 x 0 Áustria, 3 x 0 Peru, 0 x 0 Argentina, 3 x 1 Polônia, 2 x 1 Itália.
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