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Conselho do São Paulo rejeita proposta de afastamento de Olten Ayres

Conselho Deliberativo do São Paulo rejeita afastamento de Olten Ayres por 120 dias, em votação apertada; ainda avaliará suspensão definitiva

Polícia investiga possível falsidade ideológica de presidente do Conselho do São Paulo –
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  • O Conselho Deliberativo do São Paulo rejeitou a proposta de afastamento de 120 dias do presidente do órgão, Olten Ayres de Abreu Júnior, com 120 votos contrários e 118 favoráveis.
  • Ayres estava afastado desde maio para apresentar defesa à Comissão de Ética e retomou as atividades no Conselho Deliberativo.
  • Mesmo com a rejeição, o Conselho continuará avaliando uma suspensão definitiva, sem data definida para a próxima sessão.
  • A denúncia que originou o caso envolve divergências sobre reforma estatutária e gerou crise entre os poderes do clube desde abril.
  • Além da Comissão de Ética, a Polícia Civil abriu inquérito para apurar suspeita de falsidade ideológica relacionada a um parecer do Conselho Consultivo.

O Conselho Deliberativo do São Paulo rejeitou nesta terça-feira (2/6) a proposta de afastamento de Olten Ayres de Abreu Júnior da presidência do órgão por 120 dias. A votação foi apertada: 120 votos contrários e 118 favoráveis. Ayres estava afastado desde maio, quando se licenciou temporariamente para apresentar defesa à Comissão de Ética.

Apesar da rejeição, o Conselho poderá ainda deliberar sobre a suspensão definitiva do dirigente. Não há data marcada para a próxima sessão que trate do tema.

O cenário político do clube teve início em abril, com uma denúncia de gestão temerária apresentada pelo presidente do São Paulo, Harry Massis, contra Ayres. Em 14 de maio, Ayres se licenciou para cumprir o trâmite, acertando um acordo com o vice-presidente do órgão, João Farias, e com o presidente da Comissão de Ética, Antônio Maria Patiño, para estruturar a defesa.

Divergências sobre uma proposta de reforma estatutária contribuíram para a crise entre os poderes do São Paulo nos últimos meses. Paralelamente, a Polícia Civil abriu, em 7 de maio, um inquérito para apurar suspeita de falsidade ideológica relacionada a um parecer do Conselho Consultivo, visando esclarecer a elaboração e o uso do documento.

Ayres comentou, por meio de nota, que recebe a decisão com serenidade e responsabilidade institucional. Segundo ele, o resultado reconhece que não houve irregularidades ou desvio de finalidade, e que houve o exercício regular das atribuições da Presidência do Conselho Deliberativo, observando o Estatuto, os ritos internos e as garantias de defesa. O dirigente ressaltou a importância do Conselho como espaço de independência e equilíbrio dentro do clube.

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