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Campanha busca maior reclamação já feita à FIFA às vésperas da Copa

Campanha Reboot Fifa pressiona por reformas na governança e acusa Infantino de violar neutralidade política, buscando a maior queixa ética já apresentada

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  • Campanha internacional Reboot Fifa, criada pela FairSquare, busca ampliar cobranças e mudanças na governança da Fifa, visando apresentar uma denúncia ética contra o presidente Gianni Infantino ao Comitê de Ética após a Copa de 2026.
  • As críticas apontam violação da neutralidade política por Infantino, especialmente em relação a Donald Trump, com participação em eventos como a Cúpula pela Paz e reconhecimento de Trump com prêmio da paz.
  • A iniciativa ficou conhecida como a possível maior reclamação já apresentada à Fifa sobre a conduta de seus dirigentes.
  • A campanha também cobra reformas de governança, incluindo maior transparência, auditorias independentes sobre o uso de bilhões distribuídos às federações e separação entre atividades comerciais, regulatórias e administrativas.
  • A Fifa tem gerado críticas pela nova política de preços dinâmicos para ingressos da Copa de 2026, com modelos que vão de cerca de US$ 100 a US$ 6,3 mil, e pacotes finais que podem superar R$ 160 mil; a entidade estima arrecadar cerca de US$ 3 bilhões com vendas de ingressos.

Às vésperas da Copa do Mundo de 2026, a organização FairSquare lançou a campanha Reboot Fifa para pressionar a Fifa por mudanças em sua governança e cobrar maior neutralidade política do presidente Gianni Infantino. A ação visa reunir assinaturas para apresentar uma denúncia ética após o Mundial.

A iniciativa aponta supostos usos políticos por Infantino, especialmente em relação a Donald Trump, presidente dos EUA. Entre os episódios citados estão a participação do dirigente em eventos da Casa Branca e a premiação associada ao líder americano.

Segundo os organizadores, a denúncia atualiza um registro de dezembro de 2025 que acusa o dirigente de violar o artigo 15 do Código de Ética da Fifa, que exige neutralidade política. A campanha pretende enviar o material ao Comitê de Ética da entidade.

A campanha também questiona a relação entre a Fifa e o governo dos EUA, defendendo que tal proximidade deveria ser repensada para reduzir riscos de conflitos de interesse. A iniciativa EUA-Copa é citada como contexto da controvérsia.

Críticas à gestão da Fifa vão além da neutralidade; torcedores apontam o alto custo de ingressos na chamada “Copa mais cara”. O modelo de preços dinâmicos, adotado pela entidade, elevou valores de entrada e pacotes para a final.

A Fifa projeta arrecadar cerca de US$ 3 bilhões com a venda de ingressos, objetivo considerado recorde. O montante alimenta críticas sobre acessibilidade e distribuição de renda associadas ao torneio.

Propostas de reforma

A FairSquare defende mudanças de longo prazo na governança da Fifa, incluindo maior transparência na gestão, auditorias independentes sobre bilhões distribuídos às federações e separação entre atividades comerciais, regulatórias e administrativas.

Entre as propostas estão a melhoria de auditorias, a divulgação de informações financeiras e a criação de mecanismos para reduzir influência política nas decisões da entidade. A campanha também busca ampliar a participação de torcedores e organizações civis no monitoramento.

A iniciativa afirma que pretende manter o foco em mudanças estruturais, não apenas em casos isolados, para assegurar governança mais responsável e menos sujeita a pressões externas. A campanha continua aberta a assinaturas e a novas ações.

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