- A Comissão de Ética do São Paulo recomendou o afastamento do diretor executivo de futebol Rui Costa durante o processo que pode levar à expulsão de Carlos Belmonte.
- O parecer, assinado pelo relator José Edgard Galvão Machado, defende que a apuração envolva outros integrantes da gestão do futebol entre 2021 e 2025, não apenas Belmonte.
- A investigação mira um possível extrapolar o orçamento do departamento de futebol no exercício de 2025 e a necessidade de reconstruir o processo de decisão que resultou nas despesas.
- Rui Costa teria se recusado a apresentar documentos, citando limitações estatutárias, cláusulas de confidencialidade e LGPD; a comissão rejeitou esses argumentos.
- A comissão deu prazo de dez dias para a entrega da documentação solicitada, advertindo que a recusa poderá influenciar a formação de convicção sobre os fatos.
A Comissão de Ética do São Paulo encaminhou ao presidente Harry Massis um pedido de afastamento do diretor executivo de futebol Rui Costa. O movimento faz parte da apuração que pode levar à expulsão de Carlos Belmonte, conselheiro vitalício e ex-diretor do clube. O parecer foi assinado pelo relator José Edgard Galvão Machado.
A investigação mira uma possível extrapolação substancial do orçamento do departamento de futebol no exercício de 2025. Belmonte é apontado como um dos alvos, mas a Comissão entende que a análise exige apuração de outros gestores da pasta entre 2021 e 2025, incluindo Rui Costa.
A comissão sustenta que houve desequilíbrio financeiro que impactou as finanças do clube na última temporada. O objetivo é reconstruir o processo de tomada de decisão que resultou nas despesas do setor.
Além disso, o pedido de afastamento aponta insatisfação com a postura do departamento durante a apuração. O relator afirma que Rui Costa se recusou a apresentar documentos, citando limitação estatutária, confidencialidade contratual e LGPD.
A defesa de Costa, segundo apuração do UOL, contestou esses argumentos. A Comissão argumenta que contratos de atletas, técnicos e intermediários não podem ficar inacessíveis a órgãos internos de fiscalização.
O documento ressalta que a atuação da Comissão não interfere na gestão esportiva, mas visa apurar governança, responsabilidade fiscal e patrimônio do clube. Cláusulas de confidencialidade não impedem o acesso aos papéis.
A LGPD, segundo o parecer, não impede o compartilhamento interno para fiscalização, controle e responsabilização administrativa. Foi fixado um prazo de dez dias para entrega da documentação solicitada.
Caso haja recusa contínua, a Comissão afirma que isso poderá influenciar a formação de convicção sobre os fatos e abrir espaço para medidas estatutárias. O ato não encerra o processo, apenas avança o andamento institucional.
Pressão sobre Massis aumenta
O tema coloca maior pressão sobre Massis, que vive momento delicado desde a sua posse, em janeiro, após a saída de Julio Casares. A votação recente do Conselho Deliberativo manteve Olten Ayres na presidência do órgão, visto por opositores como sinal de força da oposição.
Grupos de apoio a Massis passaram a defender mudanças no comando do futebol, com a saída de Rui Costa entre as cobranças. A decisão final dependerá da avaliação de desdobramentos legais, estatutários e do impacto político.
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