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Conselheiros e sócios do Corinthians pedem impeachment de Osmar Stabile

Conselheiros do Corinthians pedem impeachment de Osmar Stabile por irregularidades na gestão, incluindo contratação de empresa de segurança sem parecer do CORI

Osmar Stabile, presidente do Corinthians (Foto: Rodilei Morais /Fotoarena/Folhapress)
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  • Grupo de conselheiros e associados do Corinthians apresentou pedido de impeachment contra o presidente Osmar Stabile, alegando irregularidades na gestão, incluindo contratação de empresa de segurança.
  • Documento aponta contratação emergencial da Mega Assessoria Operacional Ltda. sem parecer ou autorização do Conselho de Orientação (CORI) e sem apresentação de cotação obrigatória prevista no estatuto.
  • Também acusa a contratação da Bear Security Ltda. sem processo de concorrência e sem registros formais, com criação da empresa em 2025 e notas fiscais emitidas ao clube apenas após a posse de Stabile.
  • Segundo os signatários, a Mega atuava sem vínculo formal, já prestava serviços à família do presidente e recebia pagamentos do clube totalizando R$ 586.987,65; apontam falhas de compliance.
  • Pedido solicita abertura de impeachment, encaminhamento dos fatos ao Ministério Público de São Paulo e auditoria independente para apurar as contas do Corinthians; assinam o documento 25 membros.

O grupo de conselheiros e associados do Corinthians protocolou um pedido de impeachment contra o presidente Osmar Stabile, alegando irregularidades na gestão. Entre as acusações, há a contratação de uma empresa de segurança sem os devidos processos de aprovação. A divulgação inicial foi feita pelo portal UOL.

Segundo o documento obtido pelo Lance!, os conselheiros citam a Mega Assessoria Operacional Ltda., contratada pelo clube em 3 de julho de 2025. A empresa, segundo o texto, foi criada poucos dias antes da entrada de Stabile e já tem como único sócio Fernando José da Silva, conhecido como Nandão.

O grupo afirma que a gestão de Stabile também contratou a Bear Security Ltda sem processo de concorrência e sem registros formais. A Bear teria começado a emitir notas fiscais apenas após a posse do dirigente, conforme o documento, e não possuía regularidade junto à Polícia Federal.

Detalhes da denúncia e aspectos processuais

A denúncia sustenta que as contratações ocorreram de forma emergencial e sem parecer ou autorização do Conselho de Orientação (CORI), conforme o Estatuto Social. Além disso, os signatários apontam que as empresas já prestavam serviços à família do presidente e teriam recebido pagamento de R$ 586.987,65 pelo clube.

O grupo ainda indica que a Mega Assessoria operou sem vínculo formal com o Corinthians e está sob investigação do Ministério Público. Os conselheiros defendem a abertura de um processo de impeachment e a comunicação dos fatos ao Ministério Público de São Paulo para apuração.

Assinaturas e próximos passos

Ao todo, 25 conselheiros e associados assinam o pedido, incluindo nomes como Adriano Ribeiro dos Santos, Allan José de Santana, André Rodrigues Moreno, Andrea Cassoli, além de outros membros do Conselho e do quadro societário. A documentação também requer uma auditoria independente para verificar eventuais irregularidades.

As informações já foram encaminhadas às instâncias competentes do clube e ao Ministério Público. A reportagem não tem a confirmação de desdobramentos judiciais imediatos, que dependem de análise interna e de apuração externa.

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