- O Ministério Público de São Paulo denunciou Armando Mendonça, vice‑presidente do Corinthians, por supostos crimes ligados à retirada de materiais esportivos do clube, com base em auditoria interna e investigações iniciadas em 2025.
- A apuração partiu de auditoria interna solicitada pela diretoria, que analisou o fluxo de entrada e saída de materiais nos almoxarifados.
- O relatório apontou falhas de gestão, inconsistências nos registros e distribuição irregular, além de problemas no controle de materiais fornecidos pela Nike.
- A denúncia cita a retirada de 131 itens esportivos, com movimentações associadas ao nome do dirigente e notas fiscais não lançadas no sistema, incluindo tentativa de remoção de 19 camisas da NFL e oito peças sem registro.
- O MP também aponta coação de testemunhas, com notificações extrajudiciais para retratação, e solicita abertura de ação penal, afastamento cautelar, perícia no sistema interno e envio de informações à Receita Federal.
O Ministério Público de São Paulo denunciou Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, por supostos crimes envolvendo a retirada de materiais esportivos do clube. A denúncia baseia-se em auditoria interna e investigações iniciadas em 2025.
A auditoria solicitada pela diretoria avaliou o fluxo de entrada e saída de materiais nos almoxarifados. O objetivo foi identificar falhas de controle de estoque e irregularidades na distribuição de produtos.
Relatórios da mídia à época indicaram falhas na gestão e questionamentos sobre o registro de itens. Entre os pontos estão inconsistências de estoque e registros internos incompletos.
O material fornecido pela Nike também foi apontado como dificuldade de controle. Falhas de registro e ausência de padronização nos procedimentos eram destacados pelo relatório.
Conforme apurado pelo UOL, o clube teria ultrapassado a cota contratual de materiais e, ainda assim, apresentado falta de uniformes em setores como as categorias de base. Notas fiscais não lançadas também foram mencionadas.
A denúncia cita a retirada de 131 itens esportivos, incluindo camisas, agasalhos, calças, tênis e outros produtos, com vínculos aos registros internos do dirigente. Parte do material não teve destinação comprovada.
Além disso, houve referência a tentativa de retirada de 19 camisas da NFL, bem como a subtração de oito itens sem registro no sistema. O MP liga essas movimentações ao nome do dirigente.
Divergência entre órgãos
A apuração gerou interpretações distintas entre a Polícia Civil e o Ministério Público. Enquanto a polícia encerrou o inquérito sem indícios criminais, o MP entende que há elementos a aprofundar.
O MP classificou o relatório policial como descritivo e apontou pendências na análise de documentos internos e na oitiva de testemunhas. O material da auditoria integrou o inquérito apenas na fase final.
A denúncia pode levar à abertura de ação penal contra Mendonça e a adoção de medidas cautelares, como afastamento do cargo e restrições de acesso ao clube. A perícia no sistema interno também foi solicitada.
Desdobramentos esperados
O MP pediu ainda envio de informações à Receita Federal para apurar irregularidades fiscais apontadas pela auditoria. A Justiça responderá se aceita a denúncia e inicia a ação penal.
O caso pode ganhar novos capítulos à medida que avançam as diligências e a análise de documentos internos. Novas informações oficiais devem orientar os próximos passos do andamento processual.
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