- Botafogo Social mira a venda de 90% das ações nas próximas semanas, após acordo de cessar-fogo entre Eagle/Ares e a SAF.
- GDA Luma é a favorita entre as propostas, com oferta de 105 milhões de dólares além da quitação da dívida na Recuperação Judicial.
- A proposta da GDA envolve empréstimo inicial de 25 milhões de dólares, elevando o aporte total para cerca de 400 milhões, mais a dívida de R$ 1,28 bilhão na Justiça.
- MasterCom Capital, fundo do Texas, apresentou oferta de 30 milhões de dólares e avaliou cobrir outras propostas, mas perdeu força nos bastidores.
- Em outra frente, uma proposta de Evangelos Marinakis e Kia Joorabchian, no valor de 50 milhões de dólares, não foi amplamente considerada.
Três propostas de recompra de ações do Botafogo estão em mesa, com a possibilidade de venda de 90% das ações nas próximas semanas. A GDA Luma aparece como favorita, segundo fontes da SAF, após acordo de cessar-fogo entre Eagle/Ares e o grupo associativo. A ideia é quitar parte da dívida e abrir caminho para a recuperação judicial.
A GDA Luma apresentou uma oferta inicial de 105 milhões de dólares, com a garantia de pagamento da dívida já organizada na recuperação judicial. O pacote inclui o empréstimo de 25 milhões de dólares feito no início do ano, elevando o aporte total para cerca de 400 milhões, além da dívida de R$ 1,28 bilhão reconhecida na Justiça.
Outra proposta veio da MasterCom Capital, fundo de investimentos com sede no Texas, que discutiu aporte de 30 milhões de dólares. O grupo manteve diálogo para avaliar outras propostas, mas as garantias ainda não estavam definidas, reduzindo o ritmo do negócio.
Na segunda-feira, empresários ligados ao negócio também apresentaram uma oferta de Evangelos Marinakis, dono do Nottingham Forest, em parceria com Kia Joorabchian. O valor divulgado foi de 50 milhões de dólares, mas a iniciativa teve menos relevância, segundo pessoas próximas a Textor, apontando para uma menor probabilidade de sucesso.
Progresso interno e próximos passos
Nesta semana, houve Assembleia Geral online com assinatura de João Paulo Magalhães, presidente do associativo, Eduardo Iglesias, diretor temporário da SAF, e Daniel Calhman, representante da Eagle Bidco, para prosseguir com a recuperação judicial. O movimento visa consolidar o acordo de cessar-fogo entre as partes.
A decisão do STJ havia complicado o cenário, mas a assinatura do documento da AGE consolidou o avanço da recuperação judicial. Com o novo passo, a Eagle/Ares e o Botafogo reforçam o alinhamento e mantêm a trajetória para a conclusão do processo de reestruturação.
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