- A FIFA vai ampliar o uso de IA para reduzir abusos nas redes sociais durante a Copa do Mundo de 2026, mantendo o serviço de proteção já lançado após a edição anterior.
- O serviço de moderação será oferecido de forma gratuita a todas as federações, com início no torneio que começa na próxima quinta-feira; a Federação Inglesa ainda não confirmou adesão.
- A IA filtra comentários abusivos a partir de cerca de trinta mil palavras‑chave e oculta as mensagens em menos de duas segundos; o autor pode ver a postagem, mas sem o conteúdo exposto.
- Tottenham Hotspur e Arsenal trabalham com a plataforma Respondology para moderar conteúdos abusivos nas redes dos clubes, reforçando ações da Premier League.
- O sistema funciona em plataformas Meta (Facebook e Instagram), YouTube, TikTok e Threads, mas não no X, que não oculta comentários.
O FIFA anunciou a expansão do uso de inteligência artificial para reduzir o volume de mensagens abusivas direcionadas a equipes e jogadores durante a Copa do Mundo de 2026. A medida amplia a proteção já oferecida após a edição anterior, no Qatar, e mantém a moderação gratuita para todas as confederações. A competição terá início na próxima semana.
A ferramenta atua filtrando comentários ofensivos em plataformas sociais ligadas a clubes e atletas, com base em milhares de palavras-chave. Em menos de dois segundos, mensagens abusivas ficam ocultas, embora o autor ainda possa ver o post, para fins de apuração. A moderação envolve plataformas como Meta, YouTube, TikTok e Threads, mas não a X.
Tottenham e Arsenal, ambos de Londres, participam de parceria com a Respondology, empresa que já atua para a Premier League e campanhas de combate ao racismo. A Respondology também atende a equipes da NFL, da Nascar e a marcas, ampliando o portfólio de clientes no futebol.
Erik Swain, CEO e cofundador da Respondology, disse que a empresa já removeu dezenas de milhões de impressões de ódio no futebol global e que a tecnologia funciona em várias línguas, incluindo referências culturais complexas. O executivo destacou que a ferramenta pode suportar grandes audiências com milhares de milhões de seguidores.
O texto indica que o código de conduta de mídia social já está em uso por clubes como o Manchester United desde 2024, e Swain projeta que outros times da liga inglesa devem adotar medidas semelhantes em até dois anos. A ideia é estabelecer limites iguais aos existentes nos estádios, aplicados também aos canais digitais.
A tecnologia não abrange a X, antiga rede social de Elon Musk, onde comentários ocultos não podem ser totalmente removidos. O foco é ampliar a proteção de jogadores contra abusos, incluindo ataques raciais, homofóbicos e misóginos, com objetivo de reduzir impactos na saúde mental durante a Copa de 2026.
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