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Gramados da Copa do Mundo levam 8 anos para ficarem prontos

Gramados sob medida para a Copa de 2026 usam misturas resistentes a calor e frio, com iluminação artificial, e podem beneficiar parques e cidades

Renovação do gramado do Estádio Cidade do México em março de 2026, na Cidade do México.
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  • A Copa do Mundo de 2026 terá 48 seleções, partidas entre Estados Unidos, Canadá e México, com gramados projetados para 104 jogos em três países e climas distintos.
  • Pesquisadores da Universidade do Tennessee e da Michigan State desenvolveram duas misturas de grama: Bermuda para áreas mais quentes e uma combinação de azevém perene com capim-bluegrass do Kentucky para locais frios ou cobertos.
  • As mudas foram cultivadas em dez fazendas especializadas distribuídas pelos três países-sede.
  • Oito estádios costumam usar gramado sintético; nesses casos foram criadas estruturas de drenagem, ventilação e camadas de areia, além de grama natural reforçada por fibras.
  • Em Dallas, onde há teto retrátil, foram instaladas luzes rosas suspensas para manter a fotossíntese e a grama saudável; a tecnologia pode beneficiar parques, centros esportivos e áreas públicas, com sistemas hidropônicos para reciclar água.

A ciência por trás dos gramados da Copa do Mundo de 2026 chega à partida inaugural. Universidades dos EUA desenvolveram gramados sob medida para estádios em três países, com a meta de oferecer condições de jogo equivalentes entre Vancouver, Monterrey e outras cidades.

As equipes de Tennessee e Michigan State lideraram as pesquisas, buscando duas misturas de grama para diferentes climas. Em locais quentes, a Bermuda foi escolhida; em áreas frias ou cobertas, azevém perene combinado com capim-bluegrass do Kentucky. As mudas nasceram em dez fazendas especializadas.

A organização da Copa prevê 104 jogos em estádios de EUA, Canadá e México, com desafios de temperatura, umidade e iluminação. Vários estádios exigem adaptações para manter o gramado estável ao longo do torneio.

Inovações para o campo

Em Seattle, o gramado natural recebeu drenagem, ventilação e uma camada de areia sob uma estrutura. No Dallas Cowboys Stadium, com teto retrátil, luzes rosas iluminam o gramado para fotossíntese em ambiente sem sol direto.

Tecnologia de ponta pode beneficiar comunidades além dos estádios. Pesquisadores aguardam que sistemas hidropônicos com reciclagem de água tornem gramados mais duráveis em parques e centros esportivos.

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