- Brasil entrou na Copa do Mundo de 2010 em África do Sul em transição, após a decepção na Alemanha.
- O ciclo rendeu títulos, como a Copa das Confederações, mas acabou eliminado nas quartas de final pela Holanda.
- O técnico foi Dunga, com convocações polêmicas e tentativa de renovação do elenco.
- Na fase de grupos, o Brasil venceu, liderou o grupo e avançou às oitavas ao derrotar o Chile; Luís Fabiano foi o artilheiro brasileiro com três gols.
- Nas quartas, a derrota para a Holanda encerrou a campanha e abriu o foco na renovação para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
A seleção brasileira chegou à Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, em fase de transição após a decepção na Alemanha. O ciclo teve momentos de renovação, conquistas importantes e, novamente, eliminação nas quartas de final, gerando críticas sobre o elenco e o planejamento.
Sob o comando de Dunga, o Brasil venceu a Copa América de 2007, superando a Argentina na final por 3 a 0. Nas Eliminatórias para 2010, o desempenho oscilou, com vitórias, derrotas e empates que geraram cobrança sobre o treinador. A pressão aumentou após a derrota na semifinal olímpica para a Argentina.
Em 2009, a equipe se firmou: cinco vitórias consecutivas nas Eliminatórias garantiram a classificação com antecedência, após vitória contra a Argentina por 3 a 1, com atuação de Luís Fabiano. O Brasil também conquistou a Copa das Confederações, vencendo os Estados Unidos no tempo regulamentar após sair atrás no placar.
A convocação para o Mundial gerou polêmica: Neymar, Ganso e Adriano ficaram de fora, enquanto Grafite foi surpreendente novidade. O elenco manteve oito remanescentes de 2006, incluindo Lúcio, Gilberto Silva, Kaká, Júlio César, Juan, Luisão, Gilberto e Robinho, os mais experientes no grupo.
Fase de grupos
A estreia foi contra a Coreia do Norte, time estreante em Copas, que dificultou a partida com retranca robusta. O Brasil abriu o placar com Maicon e ampliou com Elano, mas sofreu o gol adversário nos minutos finais. O desempenho foi marcado pela vantagem no confronto direto.
Contra a Costa do Marfim, o ataque se destacou novamente. Kaká abriu o caminho, Luís Fabiano ampliou após drible e finalização. Elano completou o terceiro, enquanto Drogba descontou no fim, em lance de firme batida de cabeça.
A rodada final viu Portugal precisar apenas de empate; o Brasil manteve a liderança do grupo, em jogo morno. O técnico Dunga precisava de soluções ofensivas, e houve questionamentos sobre o aproveitamento de jovens no elenco.
Oitavas e quartas
No mata-mata, o Brasil enfrentou o Chile, vencendo com autoridade. Maicon abriu o placar de cabeça, seguido por Luís Fabiano em cobrança rápida de Kaká, e Robinho fechou o jogo na segunda etapa.
Nas quartas, o Brasil pegou a Holanda. O primeiro tempo foi o melhor do time na competição, com Robinho abrindo o placar. Na segunda metade, a Oranje virou com gols de Sneijder e outra falha defensiva.
Felipe Melo foi expulso após uma agressão a Robben, complicando a reação brasileira. A derrota afastou o sonho de terceira final consecutiva e reacendeu críticas ao desempenho, à renovação e ao psicológico do elenco.
Conclusões da campanha
A campanha terminou com a queda nas quartas de final, repetindo o padrão de 2006. A avaliação apontou limitações do grupo convocado e a necessidade de renovação para a edição de 2014, realizada no Brasil. O foco foi direcionado para ajustes no ciclo seguinte.
Convocados principais
Goleiros: Júlio César, Gomes, Doni. Laterais: Maicon, Daniel Alves, Michel Bastos, Gilberto. Zagueiros: Lúcio, Juan, Luisão, Thiago Silva. Meias: Gilberto Silva, Kaká, Felipe Melo, Elano, Josué, Ramires, Kleberson, Júlio Baptista. Atacantes: Robinho, Luís Fabiano, Nilmar, Grafite.
Ficha técnica
Campeã: Espanha; Vice-campeã: Holanda; Final: Espanha 1 x 0 Holanda. Artilheiros do torneio: Müller, Villa, Furlán e Sneijder, com cinco gols cada. Colocação do Brasil: 6º lugar. Artilheiro brasileiro: Luís Fabiano, com três gols. Resultados do Brasil: 2 x 1 Coreia do Norte; 3 x 1 Costa do Marfim; 0 x 0 Portugal; 3 x 0 Chile; 1 x 2 Holanda.
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