Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Columbus abraça a NWSL enquanto questiona custos

Columbus recebe time da NWSL com financiamento público-privado, gerando debates sobre custos, parques e impacto à comunidade

Members of the Columbus team’s ownership group pose with NWSL commissioner Jessica Berman.
0:00
Carregando...
0:00
  • A Columbus foi anunciada como a 18ª equipe da National Women’s Soccer League, com estreia prevista para 2028, após um pagamento de US$ 205 milhões, maior valor já da liga.
  • O acordo envolve financiamento público e privado: cidade e condado forneceriam US$ 50 milhões para modernizar o estádio ScottsMiracle-Gro Field e liberar uma infraestrutura de apoio, com uma sobretaxa de 2% sobre ingressos para reembolsar o investimento, além de US$ 12 milhões em ações comunitárias.
  • O plano também inclui a construção de um centro de treinamento da equipe em Columbus e a substituição do parque McCoy Park, em área carente, com promessas de novas instalações até o fim de 2027.
  • A proposta gerou críticas de torcedores e residentes, que apontam impactos de interesses de bilionários e questões de transparência, embora muitos também apoiem a chegada da equipe feminina.
  • O conjunto de negociações envolveu o prefeito, a comissão da cidade e o grupo de proprietários desde 2025, com a confirmação do acordo e a expectativa de que a NWSL expanda o futebol feminino na cidade continue a avançar.

O Columbus terá a 18ª equipe da National Women’s Soccer League (NWSL), com início previsto para 2028. A expansão envolve um grupo de proprietários liderado pelos bilionários Jimmy e Dee Haslam, ex-dono do Columbus Crew, além da Nationwide. O valor da expansão é de US$ 205 milhões, o maior já pago na história da liga. A cidade recebe a nova franquia ao custo de financiamento público e privado, em meio a tensões políticas locais.

O anúncio da expansão foi feito em abril, após negociações entre a prefeitura, o governo do condado de Franklin e o grupo de proprietários com a NWSL. O acordo envolve um investimento privado acompanhado de apoio público para infraestrutura e operação de um treinamento da equipe feminina, a ser compartilhado com o estádio ScottsMiracle-Gro Field, casa do Crew.

Entre as condições, está a criação de um parque de substituição para McCoy Park, no sudoeste da cidade, já que o parque atual seria reformulado para servir a instalações adaptadas. A prefeitura se compromete a finalizar a substituição até o fim de 2027, com o aporte de US$ 3 milhões do grupo investidor para o processo de revitalização.

Para viabilizar o projeto, foi proposta a cobrança de uma taxa de 2% sobre ingressos de todos os eventos no ScottsMiracle-Gro Field, destinada a financiar serviços públicos de saúde e assistência social. O financiamento municipal soma US$ 25 milhões para a cidade, com valor correspondente no condado de Franklin.

A comunidade local dividiu opiniões sobre o uso de recursos públicos. Alguns torcedores chamaram a medida de parte de um processo de privatização, enquanto outros veem a iniciativa como investimento regional capaz de gerar empregos, turismo e arrecadação ao longo de 30 anos. A polêmica também envolve a relação entre a liga, os investidores e a população.

Além das discussões financeiras, surgiram questionamentos sobre a viabilidade do parque e da infraestrutura. A prefeitura afirmou que o tempo é curto para readequar planos sem perder a janela de avaliação da expansão pela NWSL. A liga destacou a importância de incorporar a comunidade na construção da nova equipe, ressaltando impactos positivos para o ecossistema esportivo local.

No debate público, houve críticas a decisões de alocação de recursos e ao papel de entidades privadas na condução de projetos esportivos. Em contrapartida, defensores ressaltam que a presença da NWSL fortalece o futebol feminino e oferece oportunidades para o desenvolvimento de bases, academias e participação comunitária.

Entre as vozes locais, alguns torcedores mantêm o interesse de adquirir ingressos e apoiar tanto o Crew quanto a nova franquia feminina, mesmo com reservas sobre o financiamento. O tema continua em discussão, com atualizações previstas sobre a implementação das novas instalações e a operacionalização da taxa de ingressos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais