- O Irã se classificou para a Copa do Mundo em 25 de março de 2025, mas enfrentou desafios logísticos e políticos desde então.
- Vistos para jogadores foram aprovados pelos EUA, mas vários membros da staff tiveram negados, incluindo o chefe da federação, Mehdi Taj; o Departamento de Estado afirmou que visas não poderiam ser usados para fins de terrorismo.
- O acampamento-base do Irã foi transferido de Tucson, nos Estados Unidos, para Tijuana, México, após a aprovação da FIFA; as partidas da fase de grupos serão disputadas nos Estados Unidos (Los Angeles contra Nova Zelândia e Bélgica, Seattle contra Egito).
- Os vistos impõem que os jogadores entrem e saiam dos EUA no mesmo dia dos jogos.
- A relação entre futebol e política no Irã está mais complexa: o time tem sido visto como símbolo de orgulho nacional por parte de parte da população, enquanto outros questionam a influência governamental no esporte.
O Irã avançou para a Copa do Mundo em 25 de março de 2025, porém, a participação no torneio ficou marcada por desafios logísticos e diplomáticos que se ampliaram ao longo de 2026. A equipe precisou lidar com vistos, base de preparação e a complexa relação com os EUA, país anfitrião de parte dos jogos.
As autoridades americanas confirmaram a emissão de vistos para os jogadores, mas negaram vários documentos de apoio técnico, incluindo para o chefe da federação de futebol iraniana, Mehdi Taj. Segundo o Departamento de Estado, os vistos não podem ser usados para fins inseguros ou para facilitar atividades prejudiciais.
A viagem e a base de treinos foram reorganizadas sob pressão do conflito regional. A Fifa aprovou a mudança da base de Tucson, nos EUA, para Tijuana, no México, após o início do conflito e a escalada de tensões. As partidas da fase de grupos acontecerão nos EUA: Los Angeles contra Nova Zelândia e Bélgica, e Seattle contra o Egito.
A logística de entrada e saída dos Estados Unidos, em dias de jogos, foi condicionada pelos termos dos vistos. O time também recebeu instruções para entrar e sair do território norte-americano no mesmo dia de suas partidas.
Entre os desdobramentos, o Irã intensificou a preparação na Turquia, com treinamentos realizados em Antalya antes da mudança de base. A participação na Copa ocorre em contexto de 40 anos de hostilidade diplomática entre Irã e EUA, marcada por confrontos diretos no passado.
Mudança de base e vistos
A mudança para Tijuana ocorreu após aprovação da FIFA e visa contornar restrições logísticas impostas pela situação regional. A decisão altera o planejamento original, que previa concentração em Tucson, durante a fase de grupos.
Contexto político e histórico
A relação entre Irã e EUA é tensa há décadas, com episódios emblemáticos no passado, como a famosa partida de 1998 entre as duas seleções. O cenário de 2026 traz ainda a possibilidade de um confronto direto na fase de knockout, caso as equipes se cruzem.
Expectativas para o desempenho
Até o momento, o Irã busca superar a fase de grupos, objetivo inédito desde que se qualificou para sete Copas. O formato ampliado para 48 equipes cria novas oportunidades, mas a competição ocorre sob vigilância de questões políticas que acompanham o torneio.
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