- A seleção do Irã chegou a Tijuana, no México, em meio a atrito diplomático após Os Estados Unidos terem negado vistos a parte da equipe de apoio.
- O treinador Amir Ghalenoei reclamou que a demora prejudica a preparação, citando diferença de fuso e destacando que “considerações éticas e humanas” deveriam ter sido respeitadas.
- Os jogos do Irã no Grupo G serão realizados em Los Angeles e Seattle, embora a equipe treine em Tijuana.
- O capitão Ehsan Hajsafi pediu que a Fifa interviesse, dizendo que o time está “100% pronto” e pode avançar no grupo.
- A imprensa iraniana informou que, na véspera da viagem, alguns vistos para o México, Canadá e Estados Unidos foram liberados, mas cerca de quinze funcionários administrativos teriam visto negado pela embaixada do Irã em Turkey.
O elenco da seleção do Irã chegou a Tijuana, no México, neste domingo, marcando o início de uma crise diplomática que envolve a ausência de vistos para parte da equipe de apoio. A chegada ocorreu após a saída do campo de treinamentos na Turquia, com a equipe chegando por volta das 5h local (1h BST). A equipe ficará em Tijuana durante o Mundial, mesmo disputando as três partidas da fase de grupos nos EUA.
Na chegada, o grupo foi recebido sob forte esquema de segurança, com a presença de tropas da guarda nacional mexicana. Poucos torcedores foram ao aeroporto para saudar o time, observando as movimentações de longe. A tensão diplomatico esportiva envolve a desistência americana de conceder vistos a alguns membros da comissão técnica e da delegação.
A história se intensificou com declarações do técnico Amir Ghalenoei, que lamentou o atraso na presença do grupo e destacou o impacto do fuso horário na preparação. Em entrevista, ele elogiou o papel da Fifa na tentativa de resolver a situação e ressaltou que a das partes merece respeito humano e técnico.
O capitão Ehsan Hajsafi pediu que a direção da Fifa cobrasse a Justiça devidos aos atrasos no visto para o time. Ele afirmou que a equipe está 100% preparada para avançar na fase de grupos e cobrou uma solução para o atraso. Os jogos do Irã no Grupo G ocorrem em Los Angeles e Seattle.
Entre os jogos, o Irã enfrenta Nova Zelândia e Bélgica em Los Angeles, e o Egito em Seattle, no período de 15 a 26 de junho. Será a primeira Copa do Mundo masculina com anfitrião recebendo o conjunto de um país em guerra com outro participante.
O anúncio de que parte da comitiva não obteve vistos gerou críticas de representantes iranianos, que classificaram a situação como intervenção política no esporte. A embaixada iraniana em Ankara confirmou a negativa de vistos para 15 membros administrativos e da gestão, enquanto pediu a responsabilização da Fifa pela alegada violação das regras.
Autoridades americanas não comentaram de forma direta o caso dos vistos, limitando-se a afirmar que o sistema não deve ser utilizado para permitir a entrada de indivíduos vinculados a atividades que ofereçam risco à segurança. A situação permanece sob avaliação conforme avançam as negociações entre as partes.
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