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Seleção do Irã chega ao México em meio a tensões com os EUA

Seleção do Irã chega a Tijuana em meio a tensões com EUA, protestos internos e dúvidas sobre vistos antes da Copa

Seleção iraniana chega a Tijuana para a Copa do Mundo — Foto: Victor Medina/Reuters
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  • A seleção iraniana de futebol chegou a Tijuana, no México, para disputar três partidas da Copa do Mundo nos Estados Unidos, após treinarem na Turquia nas últimas três semanas.
  • O trajeto até o hotel Marriott contou com escolta de militares e policiais, e cerca de vinte torcedores iranianos acompanharam a chegada.
  • A federação transferiu o centro de treinamento do Irã do Arizona para o México, por questões de visto e do debate político no país.
  • Quinze dos setenta membros do grupo que chegaram a Tijuana não tinham visto para entrar nos Estados Unidos; o governo americano afirmou ter emitido vistos necessários.
  • O ambiente envolve tensões entre Irã e EUA, protestos internos no Irã e pressão sobre a equipe, com possibilidade de confronto entre as seleções no mata-mata caso avancem.

A seleção iraniana de futebol chegou a Tijuana, no México, na manhã deste domingo, para disputar três partidas da Copa do Mundo nos Estados Unidos. O elenco desembarcou pouco após as cinco da manhã, vindo de um treino na Turquia, após um voo noturno. Um cordão de militares e policiais acompanhou a comitiva até o hotel Marriott, onde ficará hospedada.

A viagem ocorreu em meio a tensões entre Irã e EUA. A federação iraniana transferiu o centro de treinamento do Arizona para o México, citando incerteza sobre vistos e um sentimento interno de minimizar a presença na América. Torcedores iranianos aguardavam de pé na chegada.

No contexto da Copa, o Irã compõe o Grupo G com partidas marcadas contra Nova Zelândia, Bélgica e Egito, em agendas próximas a Los Angeles e Seattle. A participação envolve riscos diplomáticos e considera a possibilidade de confronto com os EUA caso ambos avancem a fases posteriores.

A pressão sobre a equipe foi tema de debates entre especialistas. Observadores destacam que o Brasil de 2022, ao não cantar o hino, gerou repercussão semelhante e reforçou o clima tenso ao redor da seleção iraniana. O governo americano afirma ter emitido vistos para a equipe, entretanto relatos passados indicam dificuldades para alguns membros.

O embaixador iraniano no México informou que 15 dos 70 integrantes do grupo chegaram sem vistos válidos para entrada nos EUA. A FIFA não comentou o assunto ao repórter. Um funcionário do Departamento de Estado dos EUA reiterou que vistos necessários foram concedidos para competir, observando que não permitirão uso indevido do sistema.

A imprensa local descreve a decisão de sediar a delegação no México como um gesto de cooperação entre os dois países. A cobertura oficial destaca que a organização logística visou assegurar a participação do Irã no torneio, apesar das tensões externas.

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