- O Irã se classifica para a Copa do Mundo de 2026 com desafios logísticos e políticos, em meio a tensões entre Irã e Estados Unidos.
- Vistos: jogadores tiveram liberação aprovada, mas membros da comissão técnica, incluindo o presidente da federação Mehdi Taj, tiveram vistos negados.
- Embaixada dos EUA informou que os vistos devem ser usados apenas para entrada e saída no mesmo dia das partidas.
- Centro de treinamentos foi transferido para Tijuana, no México, após aprovação da FIFA, em vez do plano original em Tucson, nos Estados Unidos.
- Três jogos da fase de grupos serão disputados nos EUA — contra Nova Zelândia e Bélgica em Los Angeles, e contra o Egito em Seattle — com o cenário político refletindo o contexto internacional.
O Irã enfrenta uma das jornadas mais complexas para a Copa do Mundo de 2026. A seleção foi classificada em 25 de março de 2025, mas opera em meio a tensões regionais e dificuldades administrativas para atuar nos EUA.
Neste domingo, 7 de junho, o Irã lançou ataques a mísseis contra o norte de Israel, após ataques israelenses no Líbano. O clima de conflito afeta diretamente a logística e a preparação da equipe para o torneio.
A Federação Iraniana de Futebol confirmou que os vistos para a competição foram autorizados pela primeira vez apenas na sexta-feira, 5 de junho, gerando atrasos e incertezas sobre a participação da delegação.
Vistos na mira
O Departamento de Estado dos EUA confirmou a emissão dos vistos para jogadores e equipe de apoio, mas ressaltou que não permitiria infiltração de terroristas. Vários membros da comissão técnica receberam negativas, inclusive o presidente Mehdi Taj.
A embaixada iraniana no México informou que, conforme as regras de visto, os jogadores devem entrar e sair dos EUA no mesmo dia das partidas. A BBC circulou com essas informações, sem confirmar outros detalhes.
Mudança de centro de treinamento
Devido à guerra na região, o Irã trocou o centro de treinamento original de Tucson, no Arizona, por Tijuana, no México, após a aprovação da FIFA. Assim, a equipe treinará e permanecerá próximo à fronteira durante a competição.
Os três jogos da fase de grupos acontecerão nos EUA: contra Nova Zelândia e Bélgica em Los Angeles, e contra o Egito em Seattle. A mudança visa garantir condições estáveis diante do cenário de conflito.
Contexto político e esportivo
As relações Irã-EUA seguem tensas há décadas, com pouca cooperação diplomática. A Copa de 1998 ficou marcada por uma vitória iraniana sobre os EUA, conhecida como um marco de simbolismo político.
A atual edição ocorre em contexto de repressões a protestos no Irã, seis meses antes. Embora o futebol ainda desperte apoio popular, o ambiente político molda a percepção pública sobre a participação da seleção.
O Irã busca superar a fase de grupos, o que nunca ocorreu em sete participações em Copas. O formato com 48 seleções abre novas possibilidades, mas o cenário político continua a influenciar o amplo interesse do torneio.
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